quinta-feira, 1 de julho de 2010

Salvaremos o mundo?

É frequente, aqui na universidade, ser abordado por membros de algum projeto de voluntariado. Alguns chegam com slogans do tipo "vamos melhorar o mundo". Tenho a impressão que isso é de uma pretensão exagerada.

Eu, isoladamente, não posso melhorar nada. A não ser que, em primeiro lugar, melhore a mim mesmo. Falo de virtudes. É muito estranho pensar que uma pessoa que mal consiga levantar da cama pela manhã vá melhorar o mundo. Ou que alguém que não tenha coragem de dizer um "não", quando exigido, salve as crianças da África da fome. O que falar do mentiroso de conveniência? Não dá! Uma pessoa que torna a vida dos demais mais complicada dificilmente poderá ajudar a outros. Ele é que precisa de ajuda!

Quando indagado sobre qual o problema do mundo, Chesterton escreveu simplesmente: "Eu". É bem por aí.

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Não que essas iniciativas sejam inócuas, pelo contrário. Estimulam a generosidade das pessoas e no fim muitos dizem que foram mais ajudados do que ajudaram. Mas as pretensões precisam ser menores, algo do tipo: vamos melhorar um pouquinho a vida de alguns e, assim, melhorar muito a própria vida. É uma visão mais honesta.

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Preciso aprender a cozinhar além do básico. Vou me aventurar pelo fantástico mundo das sobremesas. Alea jacta est!