terça-feira, 9 de março de 2010

Mulheres

Com atraso, uma justa homenagem às mulheres.

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Sempre identifiquei, desde pequeno, as mãos como um traço evidente de feminilidade ou masculinidade. Talvez pelo fato de ser de família de agricultores, em que as mãos masculinas realmente não são nada delicadas em comparação às femininas.

As primeiras mãos que apertaram as minhas foram as de minha mãe. E sempre, sempre, apertarão. É como um ritual, que começou lá atrás na minha vida, e vá durar o tempo que Deus permitir. Independente da aflição do momento, apertar aquelas mãos traz paz. São as mãos que, na noite de pesadelos, acariciavam meu cabelo para eu poder pegar no sono.

Que dizer das mãos dEla? Num dos locais em que mais falo com Ela e com Ele, lá estão as mãos delicadíssimas que seguraram-No, em contraste com as mãos fortes de um São José.

E todos os dias cruzo com tantas outras mãos, completamente alheias à minha vida, mas com certeza tão essenciais na vida de muitos outros.

E, mesmo no ônibus lotado, quando estão quase lado a lado com minhas mãos, aquelas estão na verdade distantes, completamente alheias à minha vida.

Há, contudo, aquelas mãos que estão fisicamente distantes agora. Por enquanto. E que são as mais próximas de mim. Se eu ganhei de presente umas mãos como a de minha mãe, que tanto me confortaram, aquelas escolhi para, um dia, segurar forte e não mais soltar.

Um comentário:

Andrea Patricia disse...

Que bonito, Rodolfo!

A Paz!