quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O caso Polônia

Na verdade, não tenho muito a escrever sobre a Polônia. Sempre foi um país caracteristicamente católico. Essencialmente católico.

E a repressão comunista, violentíssima, não apagou a fé do povo polonês. Na primeira visita de João Paulo II a seu país natal, um terço dos poloneses foram vê-lo dizendo o coro "Queremos Deus!".

A fé venceu.

Agora, a Polônia é livre e enriqueceu. O consumismo avança pesadamente.

E, aí, a fé de muitos fica abalada. O consumismo, a vida fácil, o prazer, o dinheiro, esses são inimigos muito mais ferozes para a fé dos poloneses do que foi o comunismo.

5 comentários:

Alexandre M. F. Silva disse...

Interessante você falar da Polônia. Seria bom dar mais detalhes sobre sua atual situação. A Polônia deve ser um dos países da Europa com mais forte presença do neocatecumenato. Vejo isto até nas estatísticas de visitação do meu canal no Youtube.

Wagner disse...

Quão fundamental a ação de João Paulo II na Polônia! E que pena que as pessoas esquecem quem são... Que pena.

REFLEXÕES DIÁRIAS disse...

O consumismo, a vida fácil, o prazer, o dinheiro, esses são inimigos muito mais ferozes para a fé dos poloneses do que foi o comunismo.
Concordo em numero gênero e grau. Por isso na mesma proporção abomino com todas as minhas forças o capitalismo. E por causa disso me chamam de comunista. Mas eu sou cristão.

Eduardo Araújo disse...

"Reflexões Diárias",

Consumismo, vida fácil, prazer e dinheiro nunca foram atributos exclusivos do sistema capitalista. Isso é inerente ao homem, não ao sistema.
O que define a distinção - em termos de economia - dos dois sistemas não é o fato de existirem necessidades de consumos e eventualmente a exacerbação dessa necessidade, que seria o consumismo, e sim o mecanismos sistêmicos próprios:
- economia centralizada e dirigismo estatal X iniciativa privada, com alguma (ou nenhuma) ingerência do Estado;
- socialização dos meios de produção X privatização dos meios de produção;
- cotização de gastos individuais X liberdade de decisão do indivíduo quanto ao que ele vai gastar.
Isso, do ponto de vista econômico. Se acrescentarmos o ponto de vista político, mais diferenças surgirão e no saldo final, sinceramente prefiro SEM PESTANEJAR o capitalismo.
Abominável, em qualquer circunstância é o comunismo, que pretende controlar as pessoas até o nível de decidir o que vai fazer com suas rendas, sem falar no aparato repressor estatal necessário para manter esse tipo de ação, à base de repressão política máxima, cerceamento de direitos e garantias individuais e sociais básicas, defesa de monstruosidades como aborto, eutanásia, "casamentos" gays, dentre outras porcarias inomináveis. Afinal, é essencial para o comunismo que a pessoa não se sinta pessoa, mas uma parte de algo maior, descaracterizada de sua individualidade. Comparado a isso, os "males" capitalistas são fichinha de tão brandos.

R. B. Canônico disse...

Amigos,

Não quis dizer que o comunismo foi melhor para a fé do que o capitalismo. Temos ai uma correlação, não uma causalidade.

Os cristãos eram de fato cristãos pois a fé exigia, naquelas circunstâncias, virtudes heróicas. E as virtudes humanas são a base para o florescimento das virtudes sobrenaturais.

A vida mole e hedonista infiltrou-se na Polonia, como aqui, e faz com que as pessoas sejam profundamente tíbias.

Depois escrevo mais sobre isso.