segunda-feira, 28 de setembro de 2009

E os esquimós

Há uma nítida relação entre o ceticismo e indiferentismo religioso dos países nórdicos e a elevada taxa de suicídios naquela região. Alguns fatores indicam, contudo, que seja uma simples correlação, e não uma relação de causalidade. Além disso, argumenta-se que, devido à baixa incidência de sol em longos períodos do ano, há uma maior propensão dos indivíduos a deprimirem-se e, por conseguinte, levarem a cabo um plano de suicídio.

Efetivamente, não duvido desses dados. Mas será que o fator da perda de fé é tão irrelevante assim?

Então, resolvi verificar alguns índices sobre suicídios de esquimós, via Google. Basta digitar nos campos de pesquisa os termos "eskimo suicide rate" e aparecerão resultados interessantes.

Na verdade, não há como fazer comparações. As taxas de suicídio entre esquimós são elevadas pois tal prática é culturalmente aceita entre eles. E mais: os índices chegaram a pontos alarmantes, um problema de saúde pública.

Caramba. Mas não tenho mais tempo de pesquisar sobre o assunto.

Assim, o suicídio e a descrença dos nórdicos continuam a ser cientificamente, pelo menos para mim, uma correlação. Mas minha experiência - que é pouca, vá lá - cutuca dizendo que não, que deve haver alguma causalidade aí. Popularmente isso é conhecido como a pulga atrás da orelha. Depois procuro literatura sobre o assunto. Aliás, se alguém tiver alguma boa indicação...

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