quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A menina e o monstro

O diretor de cinema Roman Polanski está preso por estuprar uma garota de 13 anos em 1977. E foi estupro mesmo - lamentavelmente o depoimento da moça está circulando na internet.

Agora, prenderam o canalha. Ele pode até ser um gênio do cinema, mas tem uma pena a ser cumprida.

A reação do pessoal do cenário artístico é deplorável, exigindo sua imediata libertação. A troco de nada.

É que, para essa gente, a genialidade de Polanski justifica suas transgressões. Por mais graves que tenham sido. Nem preciso comentar o absurdo disso.

A decadência moral do mundo artístico é assustadora, todos sabem. Mas não sabia que chegava a um nível tão baixo. O gênio agora pode tudo, é isso?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

E os esquimós

Há uma nítida relação entre o ceticismo e indiferentismo religioso dos países nórdicos e a elevada taxa de suicídios naquela região. Alguns fatores indicam, contudo, que seja uma simples correlação, e não uma relação de causalidade. Além disso, argumenta-se que, devido à baixa incidência de sol em longos períodos do ano, há uma maior propensão dos indivíduos a deprimirem-se e, por conseguinte, levarem a cabo um plano de suicídio.

Efetivamente, não duvido desses dados. Mas será que o fator da perda de fé é tão irrelevante assim?

Então, resolvi verificar alguns índices sobre suicídios de esquimós, via Google. Basta digitar nos campos de pesquisa os termos "eskimo suicide rate" e aparecerão resultados interessantes.

Na verdade, não há como fazer comparações. As taxas de suicídio entre esquimós são elevadas pois tal prática é culturalmente aceita entre eles. E mais: os índices chegaram a pontos alarmantes, um problema de saúde pública.

Caramba. Mas não tenho mais tempo de pesquisar sobre o assunto.

Assim, o suicídio e a descrença dos nórdicos continuam a ser cientificamente, pelo menos para mim, uma correlação. Mas minha experiência - que é pouca, vá lá - cutuca dizendo que não, que deve haver alguma causalidade aí. Popularmente isso é conhecido como a pulga atrás da orelha. Depois procuro literatura sobre o assunto. Aliás, se alguém tiver alguma boa indicação...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O caso Polônia

Na verdade, não tenho muito a escrever sobre a Polônia. Sempre foi um país caracteristicamente católico. Essencialmente católico.

E a repressão comunista, violentíssima, não apagou a fé do povo polonês. Na primeira visita de João Paulo II a seu país natal, um terço dos poloneses foram vê-lo dizendo o coro "Queremos Deus!".

A fé venceu.

Agora, a Polônia é livre e enriqueceu. O consumismo avança pesadamente.

E, aí, a fé de muitos fica abalada. O consumismo, a vida fácil, o prazer, o dinheiro, esses são inimigos muito mais ferozes para a fé dos poloneses do que foi o comunismo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O que fazer...

... quando não se tem tempo para atualizar o blog com textos que quero escrever e não consigo? Coloco algum vídeo bacana!

Mas é uma recomendação de filme: "Up - Altas Aventuras", a mais recente animação da Pixar. Tenham em mente que os melhores lançamentos dos últimos anos, no cinema, tratam-se de animações desse estúdio. Quem duvida é só assistir "Wall-e" ou "Os Incríveis", ou até mesmo "Procurando Nemo".

O trailer de "Up" está aqui (a incorporação foi desativada).

Ainda escreverei uma resenha mais detalhada sobre o filme. Mas eu quase chorei de emoção, e chorei de tanto rir. É excepcional.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

3ª Marcha da Cidadania pela Vida

Ocorreu em Brasília, no último domingo, 30 de agosto, a 3ª Marcha da Cidadania pela Vida. O evento foi um grande sucesso, e contou com a participação da cantora Elba Ramalho, que realizou uma apresentação musical. Abaixo, segue um vídeo sobre a marcha, no qual aprecem, aliás, vários grandes amigos meus:



Há que se destacar o fato de que o Ministério da Cultura havia bloqueado o financiamento dado para a Marcha. Haviam sido liberados pouco mais de 100 mil reais. Curioso é que para promover campanhas abortistas, como o escandaloso vídeo da Fiocruz, o governo solta a verba sem problemas. Sobre esse assunto, destaco o que disse a cantora Elba Ramalho:

A cantora revelou ainda que o próprio ministro da Cultura, Juca Ferreira, telefonou para ela antes de cancelar a verba do evento, explicando que ele próprio é contra o aborto, mas recebeu orientação para não apoiar a manifestação. "Eu disse a ele que não concordava com essa atitude do governo e que isso era censura à livre manifestação". E concluiu: "Infelizmente, estamos neste fim dos tempos percebendo que seremos cada vez mais perseguidos por nossas posições que defendem os valores. O mundo está cada vez mais dominado por forças estranhas".

Para quem for burro o suficiente de achar que o governo não é amplamente favorável ao aborto, eis a resposta definitiva.

Soube que houve abortistas na Marcha, e um amigo meu interpelou uma delas. Vejam o relato dele:

Tentei argumentar com uma das abortistas presentes. Ela estava com um cartaz dizendo que o aborto era um direito da mulher. Questionei se a mulher estivesse grávida de outra mulher, essa não teria também direito de nascer? A resposta que tive: ela me deu um dedo me mandando para aquele lugar! Daí podemos ver a abertura ao diálogo que aquelas pobres moças estavam dispostas.

Isso é o movimento abortista: a coisa mais nojenta de todos os tempos. Ok, talvez empate com o nazismo e o comunismo. Mas eu realmente fico em dúvida de quem está mais próximo do inferno: se o Partido Comunista da China ou a Planned Parenthood.

Também recomendo fortemente a leitura deste artigo da Dra. Lenise Garcia, presidente do movimento Brasil Sem Aborto.

Por fim, um recado aos imbecis do Minstério da Cultura. Eles disseram que a requisição do dinheiro omitiu informações, e por isso foi cancelado o apoio. Reparem que a Marcha é em defesa da vida; ser contra o aborto é defender a vida. É evidente o viés ideológico do MinC: não consideram o embrião e o feto como vida humana, e por isso uma marcha contra o aborto, segundo a lógica deles, nada tem com defesa da vida humana.

É para ter nojo ou não é?