domingo, 2 de agosto de 2009

Sobre com fazer nepotismo

Muitos brasileiros estão rasgando as vestes com a nomeação do namorado de neta de Sarney a algum cargo no Senado. Claro, isso é a ponto de um iceberg de denúncias, que mostram um pouco das maracutaias do nosso Legislativo. E a coisa têm muitos anos. "Nunca antes neste país" se viu tanta corrupção. Sinais dos tempos? Sinais dos governos? Pois bem, o STF, através, da súmula vinculante 13 vetou a nomeação de parentes para cargos públicos, com exceção de secretarias/ministérios. Guardem bem este fato.

O Paraná ultimamente não tem sido (des)governado apenas por Roberto Requião, mas sim plea família Requião. Toda ela, ou quase. E olha que não estou falando do primo da cunhado da sobrinha do governador não, como no caso Sarney. É que a família Requião é tão competente, mas tão competente, que o governador não viu outra saída a não ser nomeá-los (quase) todos eles para algum cargo modesto, com salário baixo, do tipo... secretário do estado. O governador certamente deve achá-los mais inteligentes e competentes do que boa parte da população, quiçá mais confiáveis. Eu simplesmente vejo que eles são mais espertos.

Citarei apenas três casos concretos dos Requião. Porque, aqui no Paraná, Requião é governador, secretário, diretor e tudo o mais que se possa imaginar. Veja: Eduardo Requião, irmão do governador, era superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). Depois da decisão do STF, deram um jeitinho e ele foi nomeado secretário especial para Assuntos Portuários. Felizmente ele não está mais no governo, atualmente

Há o caso da esposa do governador, Maristela Requião, que era diretora do Museu Oscar Niemeyer, também fo nomeada secretária especial, a fim de não ser demitida. Ela continua no governo.

E o mais impressionante de todos: o outro irmão Requião, Maurício, foi nomeado conselheiro do TCU do Paraná. É impressionante. Felizmente não permitiram que essa situação constrangedora fosse levada à cabo.

E parece que ninguém dá muita bola para essas maracutaias. Requião já mandou agricultores tomarem no cú (ou quase), disse que o MST é uma "benção de Deus" e declara-se "militante de coração", dentre outras delicadezas emanadas da mais sincera e profunda caridade. E está aí, mandando e desmandando, já tendo feito esses malabarismos inacreditáveis que configuram um jeito mais, digamos, 'familiar' de governar.

Um comentário:

Fabio Pomini disse...

É Dorfão, semana passada li em algum lugar o Requião falando realmente que "não existe nepotismo, é competência", tanto no caso da família dele quanto na do Sarney.