sábado, 22 de agosto de 2009

Estado Laico e futebol

O bom senso perdura no Judiciário brasileiro. Ainda bem. Essas malas de ateus, maçons e (alguns) protestantes não conseguiram tirar os curcifixos das repartições públicas. Ainda bem. novamente Não estamos em Cuba, nem na China. E o argumento utilizado foi simplesmente genial, a meu ver: De que, para um ateu, um crucifixo é meramente um adereço, um enfeite, sem nenhum significado além disso. No mais, é realmente conveniente que esteja ali, afinal é símbolo de um julgamento injusto e mostra muito bem a que ponto a crueldade e injustiças humanas podem chegar.

E que nenhum ateu militante venha com essa frescura de que o "crucifixo me ofende". Poxa, arranje o que fazer. Ainda se estivesse ali, sei lá, um "Guernica" de Picasso eu até concordaria com a reclamção. Aquilo é feio pra dedéu. Os crucifixos não; além de belos, possuem uma presença pra lá de marcante na formação cultural brasileira. Ou alguém nega a importância dos jesuítas, por exemplo, em nossa formação? Se os crucifixos estivessem no Irã, aí talvez fizesse algum sentido a reclamação. Mas mesmo assim seria duvidosa.

Argumentam ainda que seria um privilégio dado aos católicos, e que bem poderia haver uma imagem da Estrela de Davi ou do Crescente dos muçulmanos. Talvez até uma de Iemanjá. Por que não uma de Thor? Precisamos ser pluralistas, não é? Mas por que esses sábios da pluralidade não investem em uma área ainda mais discriminada? Falo dos esportes. Ali eles serão verdadeiros cruzados da Justiça! E eu demonstro o por quê.

Pois aqui no Brasil, onde já se viu, o Estado incentiva o futebol em detrimento de outras modalidades esportivas! Que absurdo! O Estado é laico, e não futebolista! A Copa do Mundo de 2014 vai sugar uma quantidade absurda de dinheiro em prol de um único esporte. E os praticantes de Badmington? E os bravos jogadores de futevôlei? E os adeptos do cricket? Sem falar ainda nos atletas do rugby, do handebol, de peteca, de jogo da velha e da já tradicional bola queimada (que, aliás, não conta com nenhuma quadra adequada para sua prática; pelo menos eu não conheço).

Será que os ateus não percebem que a verdadeira discriminação não está nos crucifixos presentes nos tribunais, mas sim nos campos de futebol que existem aos montes e nos campos de rugby que não existem? O Estado brasileiro, que deveria ser laico, é futebolista. E o presidente ainda é corintiano declarado - se fosse palmeirense aí seria o fim da picada! Para qual time de baseball será que ele torce, ou mais este esporte é discriminado em terras tupiniquins?

Sugiro mais uma emenda para a próxima reforma constitucional, proposta pelos petistas: além de acabar com o Senado, que tal eles acabarem com o futebolismo? O Estado também deve ser aconfessional em termos esportivos! Campos de softball já! Quadras de badmington nas escolas já!

Abaixo ao futebolismo oficial no Brasil! Por um Estado laico sem privilégios para ninguém!

O Maracanã é o maior símbolo da opressão do futebol sobre outros esportes! Fora Maracanã!

4 comentários:

Vinícius disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!

Tanja Krämer disse...

(Como eu gosto de Rugby, posso dar meu apoio a essa campanha. ;-D)

(*subindo no caixotinho) Por culpa da maldade do governo, as jogadoras da seleção feminina de rugby tiveram que posar nuas para ganhar dinheiro! O governo as obrigou a se venderem! Fora já o governo futebolista tirânico!

R. B. Canônico disse...

O mais chocante e tudo, Tanja, é saber que as mulheres realmente jogam um esporta tão 'delicado' quanto o Rugby.

O único amigo meu que jogava parou ao ter o pescoço quase partido ao meio. :|

Rafael Carneiro Rocha disse...

Muito bom, Rodolfo. O melhor elogio que posso fazer é que Chesterton gostaria desse texto!

No mais, faço a minha apresentação: sou de Goiânia, amigo da Gabriely e do Rafael. Eles me falaram sobre o seu blog, que tem uma linha editorial um tanto parecido com a do meu, rs. Às vezes participo dos fóruns das comunidades "Católicos" do orkut. Já te vi naquelas veredas tb.

Parabéns e um abraço,
Rafael