domingo, 26 de julho de 2009

Tecnologia é legal

Tanto é assim que sou engenheiro eletricista/eletrônico. Mas já confessei aqui algo muito grave: sou um cara anacrônico. Meu primeiro celular 'ganhei', algo do tipo: "moleque, trate de usar isso". Passaram-se vários anos e ele me acompanhou com grande carinho, e fazia tudo o que se esperava de um celular: fazia chamadas normalmente e escrevia SMS. De quebra, ainda tinha uma agenda telefônica, motivo pelo qual aposentei minha memória há uns anos atrás - e a saafada insiste em não funcionar direito mesmo quando deveria. Adiante.

O meu velho companheiro faleceu esses tempos. Depois de alguns botões não funcionarem, ele pediu arrego. Requiescat in pace, meu amigo. Precisa ser muito macho para sobreviver àquela queda no asfalto.

Muito bem, por algumas conveniências profissionais adquiri um modelo que instala aplicativos - para eu carregar meus livros numa boa -, acessa WLAN's, para que eu faça Skypeout calls, tira fotos, cozinha, lava e passa. Agora eu entendo porque as pessoas viciam nessas coisas, a ponto de ficarem grudadas o dia todo no aparelho, como se o presidente da República estivesse a ligar para elas. E, nos tempos livres, ficam vasculhando fóruns na internet atrás de algum aplicativo que ensine como trocar os pneus do carro ou, mais ainda, troque o pneu. Evidentemente, é um software para uso do público feminino.

E, curioso: é mais fácil apegar-se a uma tralha dessas do que fazer um tempiho de oração. Como o ser humano é uma porcaria!

***

Ontem assisti ao concerto de encerramento do 29º Festival de Música de Londrina. No repertório, havia Mendhelsson com seu Sonho de uma noite de verão, cujo final você, caro leitor, certamente conhece:




E, também, a Missa em Dó maior, missa em tempo de guerra, de Haydn:



Foi um belo concerto. Em cidades nas quais o calendário cultural é restrito, eventos desses porte são imperdíveis.

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