sábado, 9 de maio de 2009

Ou todos ou eu

Será que apenas eu não estou ligando muito para essa gripe suína? Esse assunto deixou-me tão entediado a ponto de eu boicotar as notícias sobre ele. É isso mesmo: não leio (quase) nada sobre espirros, OMS e afins. Exceção feita à notícia de suspeita da doença em Londrina... o que ainda assim não foi capaz de apavorar-me frente à iminência do Apocalipse midiático. Ainda que eu esteja imunossuprimido - é assim que se escreve? Ou estou ficando maluco, ou há uma paranóia excessiva sobre o caso.

Hoje mesmo um infectologista disse que essa gripe não é mais perigosa que uma gripe comum. Outro falou que a doença pode ser pior do que aparenta. É como a cafeína: numa semana médicos apontam ela como uma grande vilã na vida das pessoas; na semana seguinte, contudo, a cafeína é praticamente o elixir da vida. É bom que eles se decidam, pois preciso concluir se entro em pânico ou continuo vivendo normalmente, sem máscaras, como tenho feito nos últimos dias.

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Uma notícia bizarra saiu no UOL semana passada, referente ao lixo causado pela Virada Cultural. Um amigo paulistano disse que certos lugares cheiravam como uma fossa. Um estado lamentável. E o jornalista tenta justificar a situação, afirmando que até mesmo no funeral de João Paulo II houve uma porquice parecida.

Qual o parâmetro do jornalista? Algo do tipo: "Ah, os católicos sujaram Roma então o pessoal da Virada suja São Paulo". Ou então, o mais razoável, supor que onde há muita gente, há uma certa quantidade de porcões, e aí acontece essas coisas. O problema é que talvez o funeral de João Paulo II tenha sido uma das maiores concentrações humanas da história, e querer compará-lo à Virada Cultural é uma forçada de barra, sob todos os aspetcos.

É implicância minha ou houve uma alfinetada à Igreja nesse assunto? Até quando se fala de lixo o pessoal consegue cutucar a Igreja?

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