quinta-feira, 30 de abril de 2009

Lendo e não entendendo

É interessante a forma como alguns radicais gostam de interpretar a Bíblia. E nesse grupo não se enquadram apenas os fundamentalistas protestantes: os ateus militantes padecem exatamente dos mesmos problemas quando o assunto é compreensão do texto sagrado.

Se pegarmos, por exemplo, aquela passagem de "Grande Sertão: Veredas" em que é citado o caso de uma pessoa que mira a margem oposta de um rio e nada para atravessá-lo; contudo, devido à correnteza, não chega exatamente no ponto em que desejava. A intenção do autor vai muito além de mostrar que o seu nadador não era um Michael Phelps, e ignorar isso é deixar de lado completamente os principais sentidos do texto. Ou ignorância, ou burrice.

E uma pessoa que quer levar esse método bitolado de interpretação para a Sagrada Escritura, ou torna-se um ateu radical-militante-mala ou um protestante fundamentalista. No caso dos primeiros, especialmente para citar que o Genesis está em contradição com a ciência. É um disparate tão grande colocar o assunto neste patamar que é difícil imaginar uma resposta séria a intervenções desse tipo.

3 comentários:

Andrea disse...

Realmente Rodolfo, "É um disparate tão grande colocar o assunto neste patamar que é difícil imaginar uma resposta séria a intervenções desse tipo".

Que tipo de cegueira é esta que toma conta dessas pessoas? Creio que falte a elas um pouco de humildade. As Escrituras não são para os orgulhosos, penso eu.

Abraço!

Eduardo Araújo disse...

Caríssimos, um dos esportes preferidos dos ateus radicais-militantes, que tenho visto em comentários nos blogs, é apontar a violência em alguns relatos bíblicos, insinuando um argumento para demonstrar a violência da Bíblia. Tipo: citar o incesto das filhas de Lot para afirmar que a Bíblia defende o incesto.

A estupidez - no sentido que se aplica às alimárias de viseira - chega a doer e desanima até para refutar essas baboseiras ateístas. Mas o bom é que via de regra eles se consideram os tais, umas sumidades perante os quais os crentes são algo como seres humanos inferiores. Nunca vi um desses ateus, por exemplo, comportando-se, ao menos, com respeito ao próprio dono do blog.

Outro exercício que se tem tornado frequente entre tais ateus é o de apontar "erros" lógicos nas postagens e nos comentários de pessoas de fé religiosa. Imagino que essa onda é uma espécie de reação infantil às inúmeras incongruências argumentativas de ateus como Dawkins, Sam Harris, Denntett e Hitchens, extensivas, naturalmente, aos seus fãs. Como é muito provável que reconheçam essas falhas, mesmo que inconscientemente, tratam de compensá-las atribuindo-as, também, a nós, seus desafetos.

marinaeguidi disse...

O problema atual é que os ateus se organizam e estudam bem mais que muitos "cristãos" e com qualquer dito filosófico cientista, convencem muitos que, na verdade, nunca foram bons católicos. A Igreja precisa mais que nunca de homens e mulheres que dediquem suas vidas a conhecer, amar e viver nossa fé. Só assim, daremos continuidade a nossa missão de construir o Reino de Deus na Terra.