domingo, 26 de abril de 2009

Gianna Vittoria - vitória da vida contra o aborto

Essa notícia é tão impressionante que farei uma pausa nos meus comentários romanos. Em Londrina, uma mulher portadora da Síndrome de Eisenmerger engravidou. O que isso tem de tão especial? Essa síndrome pode levar a uma mistura do sangue arterial com venoso, acarretando a morte da paciente. O risco de morte para a mulher, no momento do parto, é bastante elevado. Mesmo com esse quadro, uma londrinense engravidou.

Os médicos do Hospital Universitário de Londrina assumiram uma conduta, a meu ver, absurda. Escreveram laudos apontando risco de 75% de chance de morte para a mulher. De onde tiraram esse número? Fizeram uma estatística de casos análogos? Uma média ponderada? Uma média harmônica? Independente disso, o fato é que a única solução apontada foi o aborto. Um tanto quanto maquiavélica essa equipe médica. E, claro, imagino que a grande 'preocupação' deles fosse com a a vida da mãe. Sei, sei...

Ocorre que tanto a mulher quanto seu marido não quiseram o aborto. E, para poder ter o filho, tiveram que ir a São Paulo. Os médicos londrinenses não quiseram lutar pelas vidas, queriam acabar com uma em função de outra. E mais: eles não respeitaram o direito de escolha do casal, que queria lutar pelas duas vidas, a da mãe e de seu filho.

O horror dos horrores é que o HU de Londrina apontou o aborto como uma 'necessidade', de acordo com a reportagem. Eis a irresponsabilidade desta equipe médica: por eles, a criança não teria nascido. Isso seria uma tragédia na vida daquela familia. Felizmente há médicos sensatos, que respeitam verdadeiramente a liberdade das pessoas, e que cumprem o seu dever, que é zelar pelas vidas.

E o resultado está aí: Gianna Vittoria nasceu, a mãe dela está muito bem, obrigado, e há mais uma família sendo constituída, apesar de todas as dificuldades. O mais chocante é saber que a maior dificuldade é oferecida não foi pela doença em si, que permitiu que as duas vidas seguissem seu curso, mas por médicos, que queriam acabar com uma das vidas.

Agora as pessoas não terão que lutar mais contra doenças, mas terão que lutar contra os próprios médicos?

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Eu não tenho certeza, mas dá para intuir que o nome Gianna Vittoria é, em primeiro lugar, uma homenagem a Santa Gianna, e em segundo, uma homenagem à vitória em uma situação tão adversa. Reforço que não foi a doença da mãe que quase impediu o nascimento de Gianna, foram alguns médicos.

Um comentário:

Alexandre M. F. Silva disse...

Pois é Rodolfo, mais uma mãe que se arrisca para defender a vida. Conheço situações semelhantes, envolvendo pessoas próximas. Uma parente afim, que inclusive vive um casamento difícil, também teve uma filha em gravidez arriscada. São os frutos de um itinerário de conversão.