sexta-feira, 6 de março de 2009

Aborto em PE - A excomunhão

Confesso que eu nem queria comentar aqui sobre a excomunhão. Mas como recebi duas mensagens - uma, muito cordial, da Andrea, e outra por email, esdrúxula - é o caso de esclarecer alguns pontos. Na verdade, D. José já esclareceu tudo, mas irei sintetizar a questão.

O aborto é, sem dúvida alguma, a mais cruel forma de assassinato de um ser humano. A vítima é absolutamente dependente da mãe, está na gênese de toda a sua história e não possui recurso de defesa algum. É a forma de vida humana mais frágil que existe, pois efetivamente está em formação física - formação essa, aliás, que seguirá por uns 18 anos ainda. Convém lembrar que o ser humano em sua forma embrionária já é único e irrepetível. As características que ele potencialmente encerra em si são exclusivas dele em toda a história humana. E isso é algo muito sério.

O aborto destrói toda essa história antes de começar efetivamente. Sem chance de defesa, sem misericórdia e com um utilitarismo bizarro. Faz-se o que é mais fácil. E a brutalidade do fato está justamente na fraqueza da vítima.

Não é a toa que a Igreja excomunga automaticamente todos os envolvidos diretamente no aborto: equipe clínica e mãe. Agora, algumas ponderações:

- Caso desconheça a pena de excomunhão para esse caso, mesmo que realize o aborto, a pessoa não estará excomungada. Incorre em pecado gravíssimo, mas não na pena canônica. Se os médicos desconheciam a pena de excomunhão, não estão excomungados. O mesmo para a mãe da criança de 9 anos.

- Quanto a esta, obviamente é vítima e ponto final. Não há pecado algum, nem muito menos excomunhão para ela. Ela merece sim nossas orações para que o Senhor a console abundantemente.

- Quanto ao padrasto da menina, não há pena de excomunhão para o estupro. O aborto é algo pior do que o estupro. Se neste a inocência da menina foi destruída, e sua infância arrasada, ela ainda terá chance de vencer e seguir adiante. A vida dará essa chance a ela. Quanto aos dois fetos abortados, para eles é o fim de sua curtíssima existência. Foram eliminados de forma precipitada.

Eis aí o motivo pelo qual o delito de aborto é mais grave do que o estupro - que, reforço, é um pecado de uma gravidade imensa, ambos o são. E se tem gente indignada com o fato da excomunhão alcançar 'apenas' a equipe médica, e não o padrasto, vai o meu recado.

Esse pessoal precisa ser coerente. Até ontem a excomunhão era uma decisão das trevas, da Idade Média, e não sei o quê mais. Agora, hoje, exigem a excomunhão de mais um cara? Ora, façam-me um favor!

Ainda escreverei muito sobre o caso. Recomendo que vocês acompanhem os links apresentados aqui ao lado, de blogs de amigos. Já há muita informação útil.

***

Lula definitivamente não possui o menor discernimento sobre as coisas que diz... e recebeu um corretivo merecido de D. José.

4 comentários:

pedro disse...

Lula não perde uma chance de ficar calado? Leia de novo...

R. B. Canônico disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
R. B. Canônico disse...

Ato falho, Pedro!

Já corrigi! Valeu!

Anônimo disse...

O aborto da menina de 9 anos jamais poderia ser feito ,acredito que a não fé das pessoas que participou que levou ao aborto . O pior ja avia feito pelo padrasto que foi o estrupo.A escumunhão é outro assunto triste ,que DEUS TENHA MISSERICORDIA DAS PESSOAS QUE PARTICIPOU.