quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Absurdo contra Bento XVI

Faz pouco tempo, o Papa Bento XVI levantou as excomunhões dos bispos sagrados de modo ilícito por D. Lefrebve. Uma grande notícia para a Igreja, é verdade. Mas o ponto que quero comentar é outro. Refere-se à posição agressiva da mídia e de certos grupos judeus, denotando uma má vontade com relação à Igreja Católica.

Um dos bispos cuja excomunhão foi levantada, D. Williamson, costuma dar declarações de arrepiar os cabelos. Não vou aqui defendê-lo, pois discordo radicalmente de muitas de suas posições, especialmente no tocante ao papel da mulher – que ele resume em ter filhos e acha um absurdo que mulheres estudem em Universidades. Isso é um exemplo, é melhor deixar o resto pra lá. A questão polêmica da vez é sobre o Holocausto.

Em entrevista à TV sueca, ele reiterou algumas posições de artigos anteriores sobre o tema. Elas são: negação da existência de câmaras de gás e afirmação de que o número de judeus mortos oscila entre 200 e 300 mil. Ou seja, vinte vezes menos do que os dados oficiais. A própria natureza polêmica das declarações deveria fazer com que um pastor de almas não as emitisse em público, em um programa de TV. Que ele tenha essas opiniões – questionáveis, aliás – em privado está muito bem. Declarar isso em público é algo incompreensível.

O fato é que a reação da imprensa é maldosa. Manchetes do tipo “Igreja reintegra bispo anti-semita que nega o Holocausto” denotam uma malícia ímpar. É uma campanha para atacar o Papa Bento XVI. Não podemos compactuar com isso. As declarações de D. Williamson, embora infelizes, não são anti-semitas nem nada disso: são politicamente incorretíssimas, quiçá temerárias.

Daí a atacar o Papa e a Santa Sé não passa de má fé, pura e simples.

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Estarei fora, sem acesso, até o dia 15/02!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Aviso aos italianos

Quando Lula foi eleito, em 2002, boa parte do mundo, especialmente na Europa, louvou a escolha brasileira. É que enquanto na América Latina predomina a esquerda ex-revolucionária e estúpida, no melhor estilo Hugo Chavez, lá existe a esquerda chic. E, convenhamos, o que é mais chic para um comunista do que ser governado por um legítimo proletário? Afinal, lá a esquerda que governa é constituída de intelectuais. Aqui somos capitaneados por um anti-intelectual: que honra!

Nessa época um amigo meu morava em Roma, e quase entrou em desespero. Todos louvavam o presidente-operário, e não havia como convencer os italianos de que é complicado ter um país governado por um semi-analfabeto e por um grupo de ex-guerrilheiros socialistas. Fora do Brasil, Lula possui (ou possuía...) uma imagem de um cara justo, defensor dos pobres, um exemplo de ascensão social e mais algumas coisas que eu não sei. Ainda mais com o crescimento do Brasil nesses últimos anos, que foi creditado ao governo Lula. Aqui sabemos que foi apesar do Lula, mas enfim.

Agora, os italianos e até europeus em geral estão espantados com a atitude do governo Lula em conceder asilo a Cesare Battisti. Como assim refugiar um assassino legitimamente condenado em país democrático? E como assim contestar a isenção da justiça italiana? Os europeus estão atordoados. Mas a explicação é simples.

Lula e Battisti desejam o mesmo fim. Eles apenas usam métodos diferentes. Battisti partiu para a Revolução, como bem ensinou Marx. Afinal, o que vale o sangue de um inocente frente a uma causa como a Revolução? Já aqui tentam usar a via democrática para instalar o socialismo. Tudo está errado. Mas os europeus acham Lula chic. Ou achavam, sei lá eu.

E, como dizia alguns cartazes em protesto, na Itália, agora o Brasil virou abrigo de terroristas? Bin Laden, corre pra cá!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dom Quixote de La Mancha Vermelha

Se na época de Cervantes os livros sobre cavaleiros andantes fizeram algum camponês ficar biruta, nossos tempos não ficam muito atrás não. Na universidade, especialmente nas fefeleches da vida, há uma multidão de Quixotes desastrados, esperançosos em mudar o mundo depois que seu cigarro de maconha terminar. Sabe como é, mudar o mundo sem dar uma relaxa é difícil.

Se houve livros de cavalaria dizendo que um desses nobres guerreiros derrotou um exército de um milhão e seiscentos mil combatentes, agora temos a revolução! E ela é mais poderosa do que qualquer cavaleiro andante. A revolução não irá apenas salvar donzelas inocentes e derrotar gigantes, tampouco derrotar exércitos ínfimos como aquele. Não! Vai muito além: irá ajudar a todas as donzelas, todos os mendigos, indigentes, reconciliar lares e derrotar todos os gigantes. Todas as injustiças cessarão, e as pessoas irão dar as mãos e cantar, em uníssono, “Imagine all the people...”. Claro, depois que a fumaça abaixar.

E, obviamente, as figuras quixotescas da atualidade também têm sua donzela: Dilmanéia de Feioso! Recentemente, com uma cirurgia plástica, ela tentou se mudar para Bonitoso, mas não deu muito certo. Os cavaleiros militantes irão defendê-la até a morte, se preciso. Não irão lavar nem cortar os cabelos. Usarão havaianas o tempo todo, e deixarão de fazer a barba. Se possível, farão dreads no cabelo. Tudo em fidelidade a causa.

Nossos bravos heróis, porém, enfrentam um gigante muito maior do que aqueles agredidos por Dom Quixote. E esse gigante tem nome: capitalismo! Ah, o capitalismo, terror de todas as donzelas! Os intrépidos cavaleiros vermelhos lutam incansavelmente contra este moinho... digo, gigante. E hão de vencer! O proletariado vencerá! Fora burguesia! Pela liberalização do aborto, digo, dos direitos da mulher! Pela legalização da maconha!

Ah, se houvesse alguém são nas universidades como aquele Cura da Macha, que queimou os livros de cavalaria andante que causaram a loucura do Quixote. Nossos Quixotes atuais precisavam de um tratamento tão duro quanto.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Fé versus Ciência


Às vezes, imagens valem mais do que palavras...

O cientificismo reinante em muitos meios acadêmicos é uma verdadeira loucura pop. Essa espécia de religião ganhou muita força com o positivismo, e pregava o progresso linear e indefinido da humanidade. Duas guerras mundiais depois, a coisa não é bem assim, sabemos disso.

Pio XII declarou, ainda em 1939, que haviam ruído por terra todas as vãs ilusões de um progresso indefinido. Aquele progresso trazido pela ciência, glorificado por iluministas e positivistas, trouxe a capacidade de destruir o planeta, e ceifou milhões de vidas em duas guerras mundiais. Isso propiciou a cirse na razão, ao ponto de Popper declarar que a indução é um mito.

E, de fato, muitos cietistas hoje acreditam que eles apenas desenvolvem modelos para descrever a realidade, mas que mais tarde podem vir a ser suplantados. Apenas fanfarrões como Dawkins acham que explicaram tudo, provaram que Deus não existe e que estão perto de fazer chover para cima.