Há uma famosa entrevista concedida por Madre Teresa de Calcutá a um jornalista britânico que revela alguns fatos muito curiosos. Ela não assistia televisão, nem lia jornais, e por isso mesmo o repórter afirmou que ela conhecia o mundo melhor do que pessoas que acompanham o noticiário. Isso pode ser sustentado por dois pilares: primeiro pelo grande contato que ela tinha com realidades muito dolorosas, que muitas vezes estão fora dos jornais; segundo: que essa santa mulher escapava da alienação que a mídia é capaz de gerar.
É impressionante como maus formadores de opinião deformam os critérios morais de toda uma sociedade. Um caso evidente é o das células-tronco embrionárias, aqui no Brasil, atualmente. Algumas pesquisas – se são confiáveis, eu não sei - mostram que boa parte dos brasileiros é a favor da destruição de embriões humanos para pesquisas. E está claro que essa opinião é formada pelos meios de comunicação, que são – em sua ampla maioria – descaradamente favoráveis a essa pesquisa. Mas, eu proporia outra pesquisa. A pergunta seria a seguinte: “Você sabe o que é uma célula-tronco?”. Da resposta a essa questão compreenderíamos como há tantas pessoas favoráveis a destruir embriões...
Em nosso país, seja pelos modelos que são apresentados às pessoas – os tais “artistas” de televisão -, seja pelo nível geral das escolas brasileiras – que lamentavelmente figuram entre as piores do planeta em diversas avaliações -, o fato é que a população, na média, não possui um senso crítico muito aguçado. Isso fica evidente com a maneira pela qual a maioria dos brasileiros reagiu aos imensos escândalos envolvendo o atual governo: reelegendo-o. Então aparecem na televisão vários deficientes, que são usados como massa de manobra para fazer pressão nos juízes e na sociedade, e diz-se que, com as pesquisas, eles terão esperança de cura. Afirmo que não se pode usar o sofrimento alheio dessa forma. E a população acaba acreditando, mesmo sem ter a menor idéia dos resultados dessa pesquisa – ou seja, nenhum - e do tipo de doença que aquelas pessoas possuem.
É mais ou menos como aquelas antigas propagandas de cigarro. O apelo é tanto, que é capaz de um ferrenho anti-tabagista ficar com vontade de acender um cigarro depois de assistir a uma imagem paradisíaca acompanhada da frase “venha para o mundo de Marlboro”. E a pessoa, movida por esse apelo, vai querer fumar sem pensar muito nas conseqüências desse ato. O mesmo ocorre com muitos assuntos expostos na mídia, conforme citei um caso ali atrás. Critérios objetivos são deixados de lado para uma manipulação grosseira, que ao invés de levar à reflexão leva à uma submissão: muitas pessoas estão submissas às “verdades” que os meios de comunicação nos impõe. A solução não é, de forma alguma, afastar-se da mídia, como Madre Teresa. Ela era religiosa e, como tal, vivia um afastamento do mundo: a escolha de vida dela exigia essa radicalidade. Quem está no meio do mundo deve, sim, informar-se, mas com muito critério. Buscar, em primeiro lugar, fontes de informação seguras e com credibilidade. E há muitas na grande mídia: pessoas como Ali Kamel, Reinaldo Azevedo e Carlos Albrto Di Franco, por exemplo. Mas, o mais importante é a formação própria da pessoa, alcançada com estudo e honestidade intelectual. Isso não nos torna, de forma alguma, imunes à manipulações ou dados controversos, mas sem dúvida alguma é o único caminho seguro. Pensar por conta própria faz com que sejamos mais do que fantoches de interesses alheios, muito embora exija mais esforço do que deixar outros pensarem por nós – e vale a pena.
É impressionante como maus formadores de opinião deformam os critérios morais de toda uma sociedade. Um caso evidente é o das células-tronco embrionárias, aqui no Brasil, atualmente. Algumas pesquisas – se são confiáveis, eu não sei - mostram que boa parte dos brasileiros é a favor da destruição de embriões humanos para pesquisas. E está claro que essa opinião é formada pelos meios de comunicação, que são – em sua ampla maioria – descaradamente favoráveis a essa pesquisa. Mas, eu proporia outra pesquisa. A pergunta seria a seguinte: “Você sabe o que é uma célula-tronco?”. Da resposta a essa questão compreenderíamos como há tantas pessoas favoráveis a destruir embriões...
Em nosso país, seja pelos modelos que são apresentados às pessoas – os tais “artistas” de televisão -, seja pelo nível geral das escolas brasileiras – que lamentavelmente figuram entre as piores do planeta em diversas avaliações -, o fato é que a população, na média, não possui um senso crítico muito aguçado. Isso fica evidente com a maneira pela qual a maioria dos brasileiros reagiu aos imensos escândalos envolvendo o atual governo: reelegendo-o. Então aparecem na televisão vários deficientes, que são usados como massa de manobra para fazer pressão nos juízes e na sociedade, e diz-se que, com as pesquisas, eles terão esperança de cura. Afirmo que não se pode usar o sofrimento alheio dessa forma. E a população acaba acreditando, mesmo sem ter a menor idéia dos resultados dessa pesquisa – ou seja, nenhum - e do tipo de doença que aquelas pessoas possuem.
É mais ou menos como aquelas antigas propagandas de cigarro. O apelo é tanto, que é capaz de um ferrenho anti-tabagista ficar com vontade de acender um cigarro depois de assistir a uma imagem paradisíaca acompanhada da frase “venha para o mundo de Marlboro”. E a pessoa, movida por esse apelo, vai querer fumar sem pensar muito nas conseqüências desse ato. O mesmo ocorre com muitos assuntos expostos na mídia, conforme citei um caso ali atrás. Critérios objetivos são deixados de lado para uma manipulação grosseira, que ao invés de levar à reflexão leva à uma submissão: muitas pessoas estão submissas às “verdades” que os meios de comunicação nos impõe. A solução não é, de forma alguma, afastar-se da mídia, como Madre Teresa. Ela era religiosa e, como tal, vivia um afastamento do mundo: a escolha de vida dela exigia essa radicalidade. Quem está no meio do mundo deve, sim, informar-se, mas com muito critério. Buscar, em primeiro lugar, fontes de informação seguras e com credibilidade. E há muitas na grande mídia: pessoas como Ali Kamel, Reinaldo Azevedo e Carlos Albrto Di Franco, por exemplo. Mas, o mais importante é a formação própria da pessoa, alcançada com estudo e honestidade intelectual. Isso não nos torna, de forma alguma, imunes à manipulações ou dados controversos, mas sem dúvida alguma é o único caminho seguro. Pensar por conta própria faz com que sejamos mais do que fantoches de interesses alheios, muito embora exija mais esforço do que deixar outros pensarem por nós – e vale a pena.