Nossos tempos são verdadeiramente paradoxais. As pessoas gritam aos quatro cantos que lutam pela liberdade, porém quando aparece alguém agindo de modo distinto, são rapidamente acusados de reacionários e retrógados. Quer dizer, as pessoas têm plena liberdade, desde que se concorde com as opiniões impostas por certos grupos. Essa hipocrisia é bastante curiosa, mas muito presente. Uma pessoa, de acordo com a mentalidade dita “moderna”, tem todo o direito de acabar com quantos casamentos quiser. Agora, o Papa considerar o divórcio como uma verdadeira praga de nossos tempos, ah isso não, é opinião anacrônica de um cara que deveria ter nascido na Idade Média. E, em nome da liberdade de expressão, tentam usurpar o direito do Papa - e, junto dele, de um bilhão de católicos - de expressar-se.
Essa mentalidade reflete-se em comportamentos também. O caso mais gritante é, sem dúvida alguma, o tema da “liberdade sexual”. Com o advento das pílulas anticoncepcionais, o homem conseguiu separar o fim reprodutivo do fim unitivo da relação. Ou, sendo mais simples, agora é possível manter uma relação sexual sem o menor “risco” de geração de uma nova vida – há pessoas que consideram filhos como sendo um flagelo pior do que uma doença. Isso causou uma grande mudança de comportamento: agora, as pessoas não querem mais compromissos, como o matrimônio, pois podem satisfazer seus desejos sem maiores conseqüências. E ainda dizem que isso é o supra-sumo da liberdade – e ai de quem diga o contrário. Por isso que eu digo que essa tal “revolução sexual” acabou trazendo tanta “liberdade” como outras revoluções, vide o caso russo. Acusam grupos religiosos de impor comportamentos no campo da afetividade, mas os próprios libertinos acabam fazendo isso!
Mas essa tal de liberdade é outra coisa, muito distinta de satisfazer instintos. Um cachorro, por exemplo, relaciona-se com uma fêmea apenas por estímulos físicos – o cio. Não há escolha para ele: ele simplesmente responde aos impulsos. Um ser humano que escolhe parceiros assim, apenas devido à atração física e para uma satisfação egoísta de seus próprios desejos, talvez esteja comportando-se mais como animal, e menos como humano. Nós buscamos incessantemente a felicidade, e temos plena liberdade de agir para alcançá-la. Será que a busca de satisfação é o caminho de liberdade e felicidade, como pregam muitos?
A simples escolha de um caminho implica a renúncia de todos os outros. Pregam por aí que devemos fazer tudo quanto queiramos, inclusive com relação à sexualidade, mas isso é impossível. A renúncia é parceira da escolha, e se temos liberdade para escolher, muito mais para renunciar. Assim, um cristão é tão livre – ou muito mais – do que um hippie. A escolha de um companheiro para toda a vida é resultado de uma liberdade madura. Muito mais do que mera satisfação sensível, mas uma completa realização afetiva. Além disso, há a compreensão de que um filho é, sempre, um presente, e não um “peso”, um “custo” a mais. Dizem que criar filho é caro. Eu digo que filhos trazem mais felicidade do que o dinheiro – e quem aí vai falar que uma nota de cem é melhor do que o sorriso de uma criança?
Para mim, a verdadeira liberdade sexual foi conquistada séculos atrás, e não com os anticoncepcionais. A pessoa que, em nome de um fim elevado – nesse caso, o amor à família, a uma pessoa e a seus princípios – consegue dominar seus impulsos, essa pessoa sim é verdadeiramente livre. Porque é capaz de tomar decisões definitivas, decisões que fazem a diferença na vida. E se renunciam a muitas coisas é justamente para poder escolher outras que são muito melhores. Isso é, sem dúvida alguma, ser muito mais livre do que ser escravo de si mesmo e de seus desejos.
Essa mentalidade reflete-se em comportamentos também. O caso mais gritante é, sem dúvida alguma, o tema da “liberdade sexual”. Com o advento das pílulas anticoncepcionais, o homem conseguiu separar o fim reprodutivo do fim unitivo da relação. Ou, sendo mais simples, agora é possível manter uma relação sexual sem o menor “risco” de geração de uma nova vida – há pessoas que consideram filhos como sendo um flagelo pior do que uma doença. Isso causou uma grande mudança de comportamento: agora, as pessoas não querem mais compromissos, como o matrimônio, pois podem satisfazer seus desejos sem maiores conseqüências. E ainda dizem que isso é o supra-sumo da liberdade – e ai de quem diga o contrário. Por isso que eu digo que essa tal “revolução sexual” acabou trazendo tanta “liberdade” como outras revoluções, vide o caso russo. Acusam grupos religiosos de impor comportamentos no campo da afetividade, mas os próprios libertinos acabam fazendo isso!
Mas essa tal de liberdade é outra coisa, muito distinta de satisfazer instintos. Um cachorro, por exemplo, relaciona-se com uma fêmea apenas por estímulos físicos – o cio. Não há escolha para ele: ele simplesmente responde aos impulsos. Um ser humano que escolhe parceiros assim, apenas devido à atração física e para uma satisfação egoísta de seus próprios desejos, talvez esteja comportando-se mais como animal, e menos como humano. Nós buscamos incessantemente a felicidade, e temos plena liberdade de agir para alcançá-la. Será que a busca de satisfação é o caminho de liberdade e felicidade, como pregam muitos?
A simples escolha de um caminho implica a renúncia de todos os outros. Pregam por aí que devemos fazer tudo quanto queiramos, inclusive com relação à sexualidade, mas isso é impossível. A renúncia é parceira da escolha, e se temos liberdade para escolher, muito mais para renunciar. Assim, um cristão é tão livre – ou muito mais – do que um hippie. A escolha de um companheiro para toda a vida é resultado de uma liberdade madura. Muito mais do que mera satisfação sensível, mas uma completa realização afetiva. Além disso, há a compreensão de que um filho é, sempre, um presente, e não um “peso”, um “custo” a mais. Dizem que criar filho é caro. Eu digo que filhos trazem mais felicidade do que o dinheiro – e quem aí vai falar que uma nota de cem é melhor do que o sorriso de uma criança?
Para mim, a verdadeira liberdade sexual foi conquistada séculos atrás, e não com os anticoncepcionais. A pessoa que, em nome de um fim elevado – nesse caso, o amor à família, a uma pessoa e a seus princípios – consegue dominar seus impulsos, essa pessoa sim é verdadeiramente livre. Porque é capaz de tomar decisões definitivas, decisões que fazem a diferença na vida. E se renunciam a muitas coisas é justamente para poder escolher outras que são muito melhores. Isso é, sem dúvida alguma, ser muito mais livre do que ser escravo de si mesmo e de seus desejos.