terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Prefeitura paulistana decreta: homossexualidade não é pecado

Há no site da prefeitura um texto bizarro, de autoria do ativista gay Luiz Mott, ‘líder’ do Grupo Gay da Bahia. Já comentei que esse grupo é, possivelmente, a maior reunião de chatos do país, querendo dar palpite sobre tudo. Daqui a pouco vai acabar sobrando até para a seleção brasileira: “Seleção sem homofobia”, ou alguma coisa do tipo. O pior é um site de uma prefeitura publicar algo desse naipe. Luiz Mott não me surpreende mais; já o poder público brasileiro a cada dia mostra sua capacidade de querer interferir em tudo nas nossas vidas, agora até na religião. Será que eles vão querer dar um golpe de Estado no Vaticano e assumirem o lugar do Papa? Só o tempo dirá...

Mas, vamos ao decálogo de Mott.

1] Ser homossexual não é crime. Nenhuma lei no Brasil condena a prática da homossexualidade. Crime é discriminar os gays, lésbicas e travestis. É legal ser homossexual!

Não há o que contestar aí.

2] Homossexualidade não é doença. Todas as Ciências garantem: é normal ser homossexual. Querer "curar" o homossexual é ignorância.

Bem, se homossexualidade é doença ou não eu não sei. Agora, que papo é esse de ‘todas as ciências garantem’? A Física garante? A Química? A Filosofia? Fracamente! E a conduta homossexual não é ‘normal’, por ir contra a natureza humana. E quanto a ‘curar’ o homossexual, bem, há uma razoável quantidade de ex-homossexuais por aí, mesmo que a homossexualidade não seja doença.

3] Homossexualidade não é pecado. Os gays e lésbicas também se amam e foram criados por Deus. Jesus nunca condenou os homossexuais.

Homossexualidade não é pecado mesmo, mas sua prática é. É um tema tratado com clareza cristalina nas Sagradas Escrituras, e não há a menor margem de dúvida da ofensa a Deus que é o ato homossexual. E Jesus não tratou diretamente do tema, é verdade, mas vários dos que o precederam e seus discípulos (São Paulo) disseram o mesmo: o ato homossexual é pecaminoso.

O que mais me impressionou, porém, foi a cara de pau do Sr. Mott. Ele é um ateu militante confesso e não está nem aí para o que é pecado ou não, muito menos se importa com Jesus Cristo. Dá para levar a sério um cara desses?

4] A homossexualidade sempre existiu. O amor homossexual é tão antigo quanto a própria humanidade - e nunca vai acabar.

Realmente, a homossexualidade é antiga. Quanto à ‘profecia’ de Mott, bom, deixa para lá... O cara é militante ateu, ativista gay, acadêmico e agora também profeta.

5] Todos os povos praticam o homo erotismo. Em muitas tribos indígenas e africanas os sacerdotes e as próprias divindades são homossexuais.

E isso não influi em nada na (i)moralidade do ato homossexual.

6] A homossexualidade é natural. Inúmeras espécies animais praticam a homossexualidade. Os gays não ameaçam a extinção da espécie humana.

Homossexualidade não é natural, pelo contrário, vai contra a natureza humana (na acepção antropológica do termo ‘natureza’). Se animais praticam a homossexualidade, o que devo concluir? Que é algo bom? Algumas espécies matam seus filhotes... e aí?

Quanto a não-extinção da humanidade, agradeço o aviso de Mott. Dormirei mais tranqüilo esta noite.

7] A causa da homossexualidade é um mistério. Nada distingue o físico e a mente do gay dos demais cidadãos. Todos somos seres humanos.

Correto.

8] A Constituição Federal proíbe qualquer forma de discriminação. O preconceito contra lésbicas, gays e travestis é um tipo de racismo. Denuncie a discriminação homofóbica.

Exatamente: a Constituição já proíbe esse tipo de discriminação, o que demonstra o absurdo daquela tal Lei da ‘Homofobia’ (que neologismo horroroso!). Os homossexuais possuem os mesmos direitos de qualquer cidadão, por isso esse projeto de lei adquire o aspecto da busca de privilégios por parte de certos grupos.

Agora, racismo? Homossexual é uma ‘raça’? Essa afirmação contraria a anaterior (7).

9] A Aids não é doença de gay. A Aids se transmite através do sangue, esperma e secreção vaginal. Só pratique sexo sem risco: camisinha sempre !

De fato, Aids não é doença de gay. Mas que possui incidência proporcionalmente muito maior entre os homossexuais, isso é fato. “No continente americano, cerca de 70% das mortes por aids ocorreram entre gays. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, os homossexuais masculinos têm até 30 vezes mais riscos de contrair o HIV.” O que vão querer fazer agora, contestar a própria realidade?

E dizer que camisinha elimina riscos na relação homossexual é apenas mais uma prova de má fé.

10] Conheça algumas celebridades que praticaram o homoerotismo ou foram travestis: Platão, Safo, Santo Agostinho, Leonardo da Vinci, Santa Joana Darc, Shakespeare, Miguel Ângelo, Mazaropi, Mário de Andrade, Santos Dumont, Imperatriz Leopoldina, Maria Quitéria, Gilberto Freyre, Martina Navratilova, Marina Lima, Elton John, Renato Russo, Angela Rorô, etc, etc.

Citar aí Santo Agostinho e Santa Joana D’Arc é simplesmente o fim da picada. Eu já li as “Confissões” de Santo Agostinho, sua autobiografia, e curiosamente ele não cita o assunto por lá. Vai ver Mott sabe mais da vida de Santo Agostinho do que o próprio.

Enfim, aí está a militância gay no Brasil.

6 comentários:

Eduardo Araújo disse...

Caro Rodolfo,

Comentando especificamente sobre o nomes citados no item 10: é o cúmulo da trapaça intelectual. Algumas das pessoas mencionadas têm a sua vida pessoal completamente desconhecida ou imersa num mar de lendas, por vezes conflitantes entre si. É o caso de Santa Joana d'Arc, Platão e até mesmo Miguel Ângelo, que embora tenha-se notícia de sua vida pessoal e uma suspeita quanto à sua homossexualidade, o fato é que não há fatos que a corroborem historicamente, valendo o mesmo para Leonardo da Vinci e Santos Dumont. Shakespeare sequer tem historicidade aceita sem questionamentos (alguns historiadores lançam sérias dúvidas sobre o Bardo ter existido).

A Imperatriz Leopoldina é vítima de um verdadeiro descalabro por parte das lésbicas, interessadas em fazer da austríaco-brasileira uma gay feminina, tomando por base um suposto relacionamento que a imperatriz teria tido com a inglesa Maria Graham. Não passa de uma forçação de barra escancarada, sem qualquer fundamento que não seja a mera especulação, posto que entre a imperatriz e a escritora Maria Graham consolidou-se apenas uma amizade, sem contornos que evidenciem um relacionamento amoroso. Basta notar que o próprio imperador a nomeou preceptora das infantas, o que seria bastante implausível se houvesse um "clima" entre ela e Leopoldina.

E o outro absurdo que salta aos olhos nessa lista é a inclusão o mesmo saco dos artistas brasileiros da atualidade, com suas deformidades morais, estampadas em público sem o menor pudor, como fez a Marina Lima recentemente.

Sobre Santo Agostinho, nada a acrescentar à sua observação.

Abraços

R. B. Canônico disse...

Eduardo, agradeço muitissimo seu comentario.

Aliás, devo dizer que seus comentarios sempre sao profundamente enriquecedores! Obrigado pelos esclarecimentos!

E é muito importante que fiquemos atentos com mentiras desse pessoal. Pior é que eles têm trânsito no governo federal, inclusive!

Maite disse...

Cada vez mais nós católicos nos depararemos com coisas desse tipo, cabe a nós escolhermos que postura vamos adotar... alguns vão sofrer muito por se colocarem a favor da Igreja e do Evangelho... outros vão se acovardar....

Lelê Carabina disse...

Não sei se é de rir ou de chorar (no princípio eu ri quando li o título). Mas passei mesmo para desejar Feliz Natal!
Abraço.

marilia_scampos disse...

Na verdade nem sei o que dizer. É ridículo este texto! Ainda bem que temos pessoas como você, Rodolfo, convictas e que defendem nossa religião.
Como disse... Só falta o golpe de Estado no Vaticano!

clodoaldo disse...

evidentimente é muito facil julgar a homosexualidade dos outros,quando não tem esse problema,agora se vocês fossem homosexuais ai vocês veriam onde arde a tangerina...é muito facil falar dos outros ,muito facil mesmo.