quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O Estado Educador revisited

Escrevi, há algum tempo, um artigo criticando a postura interventora do Estado brasileiro na formação das crianças, constituindo clara agressão ao direito que as famílias possuem em educar seus próprios membros. Porém, alguns pontos ficaram confusos. Houve até um artigo criticando alguns aspectos do que falei. Mas, vamos lá.

A questão fundamental é sobre o papel do Estado. Realmente, não é obrigação estatal garantir a educação, e nem sempre houve educação pública. Por exemplo, na Idade Média a educação esteve a cargo da Igreja, e o resultado foi ótimo: o surgimento das universidades e um amplo florescimento cultural, começando no chamado “Renascimento Carolíngio”, sob Carlos Magno. Poderiam também as famílias muito bem assumirem essa responsabilidade, como muitas fazem. O exemplo brasileiro contemporâneo mais significativo é o do poeta Bruno Tolentino. Um verdadeiro intelectual educado por preceptoras em casa. Na verdade, uma pessoa genial. Duvido que o ensino público tenha competência em formar alguém assim.

O princípio em questão é a subsidiariedade, cuja principal formulação está na encíclica “Quadragesimo Anno”, de Pio XI. Em linhas gerais, a subsidiariedade implica que, como a educação pode ser dada pela família, o Estado não pode assumi-la. O dever da educação é em primeira instância das famílias, dos pais, e quanto a isso não há o que questionar.

Ocorre que o Estado pode sim auxiliar em certas funções que o mesmo não deve assumir integralmente. Diz o compêndio da Doutrina Social da Igreja:

Diversas circunstâncias podem aconselhar a que o Estado exerça uma função de suplência. Pense-se, por exemplo, nas situações em que é necessário que o próprio Estado promova a economia, por causa da impossibilidade de a sociedade civil assumir autonomamente a iniciativa; pense-se também nas realidades de grave desequilíbrio e injustiça social, em que só a intervenção pública pode criar condições de maior igualdade, de justiça e de paz.

A educação está ligada com situações de grave injustiça social. É evidente que uma boa educação é um passo muito importante para eliminar situações de miséria extrema. Uma formação já possibilita as pessoas a conseguirem empregos melhores, e com isso viverem em situação mais digna.

E eu vejo essa situação corriqueiramente, por participar de programas de alfabetização de adultos. Essas pessoas acabam tendo pouquíssimas oportunidades na vida em decorrência da falta de estudo. Eles não possuem a mínima condição de educar seus filhos. Muito menos de pagar por essa educação. Há uma clara insuficiência dessas famílias em sua missão educadora. E quem pode suprir essa deficiência? Hoje não há nenhuma instituição que eu conheça, civil ou religiosa, que possa formar integralmente aquelas crianças. Não fosse a educação pública, estaria estabelecido um ciclo vicioso: os filhos das pessoas que ajudo a alfabetizar possivelmente seriam no máximo alfabetizados, e teriam que continuar a trabalhar na roça ganhando muito pouco. O estudo, que para eles apenas o Estado oferece, é fundamental para que as crianças possam sonhar em viver pelo menos um pouco melhor do que em sua condição atual.

Nesse caso, eu não vejo outra saída que não seja a intervenção estatal. Contudo, diz também o mesmo Compêndio:

À luz do princípio da subsidiariedade, porém, esta suplência institucional não se deve prolongar e estender além do estritamente necessário, já que encontra justificação somente no carácter excepcional da situação. Em todo caso, o bem comum correctamente entendido, cujas exigências não deverão de modo algum estar em contraste com a tutela e a promoção do primado da pessoa e das suas principais expressões sociais, deverá continuar a ser o critério de discernimento no que diz respeito à aplicação do princípio da subsidiariedade.

E o problema da educação pública, hoje, é justamente esse. Ela vai sim muito além do ‘estritamente necessário’: ela é a única legalmente instituída no país. Os currículos são definidos pelo Estado, e quem não concordar não tem saída. A educação deve ser feita de acordo com os moldes definidos pelo Estado, e ir contra isso pode ser interpretado como abandono intelectual. Enfim, o Estado assume um papel praticamente totalitário, obrigando a todos a educarem de acordo com diretrizes inquestionáveis. E o mais bizarro não é isso existir, é praticamente ninguém questionar essa loucura!

Em suma, o papel do Estado na educação é de suplência, existindo apenas quando os indivíduos não tiverem condições de exercer essa função. E esse fato ocorre corriqueiramente. O problema é que, na prática, o Estado extrapolou suas atribuições e hoje atrapalha muitas pessoas que queiram seguir um caminho um pouco diferente na educação. Quem não quiser que seu filho de 10 anos não aprenda a usar camisinha deve... bem, não tem muita saída.

***

Só volto a escrever ano que vem.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

The Soviet History (em português)

Alguma alma bondosa traduziu o fantástico documentário "The Soviet History" ao português e colocou no Youtube. Recomendo a todos que assistam, apesar das imagens tenebrosas. O que houve na URSS, especialmente sob Stálin, foi muito pior do que o Holocausto nazista. Assistam ao documentário:



***

Um dos fatos mais chocantes é a história do Holodomor. Por incrível que pareça, a Wikipedia em inglês fornece um grande material para análise. O mais interessante são as várias referências que há lá!

***

Por que um fato que causou mais mortes do que o Holocausto não aparece nos livros de história brasileiros? E por que os campos de concentração nazistas são famosos, e os soviéticos não?

Esse assunto merece nossa reflexão.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Prefeitura paulistana decreta: homossexualidade não é pecado

Há no site da prefeitura um texto bizarro, de autoria do ativista gay Luiz Mott, ‘líder’ do Grupo Gay da Bahia. Já comentei que esse grupo é, possivelmente, a maior reunião de chatos do país, querendo dar palpite sobre tudo. Daqui a pouco vai acabar sobrando até para a seleção brasileira: “Seleção sem homofobia”, ou alguma coisa do tipo. O pior é um site de uma prefeitura publicar algo desse naipe. Luiz Mott não me surpreende mais; já o poder público brasileiro a cada dia mostra sua capacidade de querer interferir em tudo nas nossas vidas, agora até na religião. Será que eles vão querer dar um golpe de Estado no Vaticano e assumirem o lugar do Papa? Só o tempo dirá...

Mas, vamos ao decálogo de Mott.

1] Ser homossexual não é crime. Nenhuma lei no Brasil condena a prática da homossexualidade. Crime é discriminar os gays, lésbicas e travestis. É legal ser homossexual!

Não há o que contestar aí.

2] Homossexualidade não é doença. Todas as Ciências garantem: é normal ser homossexual. Querer "curar" o homossexual é ignorância.

Bem, se homossexualidade é doença ou não eu não sei. Agora, que papo é esse de ‘todas as ciências garantem’? A Física garante? A Química? A Filosofia? Fracamente! E a conduta homossexual não é ‘normal’, por ir contra a natureza humana. E quanto a ‘curar’ o homossexual, bem, há uma razoável quantidade de ex-homossexuais por aí, mesmo que a homossexualidade não seja doença.

3] Homossexualidade não é pecado. Os gays e lésbicas também se amam e foram criados por Deus. Jesus nunca condenou os homossexuais.

Homossexualidade não é pecado mesmo, mas sua prática é. É um tema tratado com clareza cristalina nas Sagradas Escrituras, e não há a menor margem de dúvida da ofensa a Deus que é o ato homossexual. E Jesus não tratou diretamente do tema, é verdade, mas vários dos que o precederam e seus discípulos (São Paulo) disseram o mesmo: o ato homossexual é pecaminoso.

O que mais me impressionou, porém, foi a cara de pau do Sr. Mott. Ele é um ateu militante confesso e não está nem aí para o que é pecado ou não, muito menos se importa com Jesus Cristo. Dá para levar a sério um cara desses?

4] A homossexualidade sempre existiu. O amor homossexual é tão antigo quanto a própria humanidade - e nunca vai acabar.

Realmente, a homossexualidade é antiga. Quanto à ‘profecia’ de Mott, bom, deixa para lá... O cara é militante ateu, ativista gay, acadêmico e agora também profeta.

5] Todos os povos praticam o homo erotismo. Em muitas tribos indígenas e africanas os sacerdotes e as próprias divindades são homossexuais.

E isso não influi em nada na (i)moralidade do ato homossexual.

6] A homossexualidade é natural. Inúmeras espécies animais praticam a homossexualidade. Os gays não ameaçam a extinção da espécie humana.

Homossexualidade não é natural, pelo contrário, vai contra a natureza humana (na acepção antropológica do termo ‘natureza’). Se animais praticam a homossexualidade, o que devo concluir? Que é algo bom? Algumas espécies matam seus filhotes... e aí?

Quanto a não-extinção da humanidade, agradeço o aviso de Mott. Dormirei mais tranqüilo esta noite.

7] A causa da homossexualidade é um mistério. Nada distingue o físico e a mente do gay dos demais cidadãos. Todos somos seres humanos.

Correto.

8] A Constituição Federal proíbe qualquer forma de discriminação. O preconceito contra lésbicas, gays e travestis é um tipo de racismo. Denuncie a discriminação homofóbica.

Exatamente: a Constituição já proíbe esse tipo de discriminação, o que demonstra o absurdo daquela tal Lei da ‘Homofobia’ (que neologismo horroroso!). Os homossexuais possuem os mesmos direitos de qualquer cidadão, por isso esse projeto de lei adquire o aspecto da busca de privilégios por parte de certos grupos.

Agora, racismo? Homossexual é uma ‘raça’? Essa afirmação contraria a anaterior (7).

9] A Aids não é doença de gay. A Aids se transmite através do sangue, esperma e secreção vaginal. Só pratique sexo sem risco: camisinha sempre !

De fato, Aids não é doença de gay. Mas que possui incidência proporcionalmente muito maior entre os homossexuais, isso é fato. “No continente americano, cerca de 70% das mortes por aids ocorreram entre gays. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, os homossexuais masculinos têm até 30 vezes mais riscos de contrair o HIV.” O que vão querer fazer agora, contestar a própria realidade?

E dizer que camisinha elimina riscos na relação homossexual é apenas mais uma prova de má fé.

10] Conheça algumas celebridades que praticaram o homoerotismo ou foram travestis: Platão, Safo, Santo Agostinho, Leonardo da Vinci, Santa Joana Darc, Shakespeare, Miguel Ângelo, Mazaropi, Mário de Andrade, Santos Dumont, Imperatriz Leopoldina, Maria Quitéria, Gilberto Freyre, Martina Navratilova, Marina Lima, Elton John, Renato Russo, Angela Rorô, etc, etc.

Citar aí Santo Agostinho e Santa Joana D’Arc é simplesmente o fim da picada. Eu já li as “Confissões” de Santo Agostinho, sua autobiografia, e curiosamente ele não cita o assunto por lá. Vai ver Mott sabe mais da vida de Santo Agostinho do que o próprio.

Enfim, aí está a militância gay no Brasil.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Circo do Sauípe

Ocorreu, por esses dias, uma certa Cúpula da América Latina e Caribe. Fossem os discursos proferidos em um congresso circense ou em um concurso de piadas, aí fariam algum sentido. Sendo um encontro de chefes de Estado e de Governo, bem, dá para ficar preocupado. Ainda mais que eu ainda não tenha minha cidadania italiana – uma espécie de plano B. Mas isso é outra história.

O camarada Raul Castro foi presença marcante. Os governos da América Latina, incluindo o governo Lula, deram o atestado definitivo de apoio ao mais cruel regime da história das Américas. Os milhares de mortos pelo regime, os presos políticos, a falta de liberdade (tanto de consciência, quanto religiosa), a Igreja praticamente nas catacumbas, a miséria do povo cubano, enfim, todas as mazelas causadas pelos Castro foram esquecidas. De canalhas assassinos e tirânicos eles se tornam nossos ‘irmãos’, parceiros. Sem restrições. Afinal, são ‘heróis’ na resistência ao imperialismo. Em suma: o governo brasileiro está sendo cúmplice da perseguição política que ainda ocorre em Cuba.

Não poderia faltar a piada, digo, discurso, do ditador venezuelano Hugo Chavez. Ele decretou o fim do capitalismo e apresentou a alternativa ao mundo: o socialismo democrático. Alto lá: socialismo e democracia? Que raio de democracia pode haver no socialismo? Seria a ‘democracia’ cubana, com um partido apenas? Lá é uma beleza: o número de candidatos é exatamente o número de cadeiras do Parlamento. E a pessoa pode escolher o seu preferido, com a certeza de que não vai ‘perder o voto’, pois todos os candidatos já estão eleitos. Que maravilha! O modelo venezuelano também é fantástico, perseguindo e atacando a oposição. Não posso deixar de mencionar a experiência boliviana, exemplo de paz e concórdia nacionais. Que exemplo fantástico que nós, latino-americanos, estamos dando ao mundo! Misturando água e óleo! Unindo democracia e socialismo!

Mas Chavez está enganado. O capitalismo não morreu. Já o socialismo morreu, não sem antes ter ceifado 100 milhões de vidas. Como explicar tamanha sedução por uma doutrina morta que já deveria estar enterrada há décadas? A única explicação que encontro é que a paixão pelo socialismo seja uma espécie de necrofilia política. Uma obssessão louca por um sonho delirante: o Paraíso sem Deus.

Não deixem de ler “Os Demônios”, de Dostoievski.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Guerra na Espanha e democracia

Hoje passei em uma livraria e algo chamou minha atenção. Era um livro (o autor é Francisco Romero Salvado) que sobre a Guerra Civil Espanhola e, como é um tema que me atrai, resolvi dar uma folheada no livro. Um erro crasso, já que eu não havia tomado nenhum remédio contra enjôo. Apesar de não ter lido, correrei o risco e farei alguns comentários. Uma resenha do livro chega a dizer que “a história como ela realmente aconteceu” é contada ali. Vamos ver.
Logo de início há uma bizarra propaganda republicana, afirmando que a Guerra era, também, uma luta pela democracia. E os republicanos eram, é claro, os democratas na história. Será que esse cara é financiado por ex-agentes da KGB? Vai saber. O fato é que o autor esqueceu-se de alguns ‘detalhes’ que considero importante destacar. Evidente que não será uma análise ampla, mas apenas de um aspecto, a meu ver, essencial.

Não havia uma democracia legítima na Espanha pré-guerra. A Igreja Católica estava sendo duramente perseguida. Além desse claro desrespeito à liberdade de professar a fé, não havia o mínimo respeito à liberdade das consciências das pessoas. Os sacerdotes eram gravemente hostilizados, os bens da Igreja iam sendo confiscados, enfim, um caos.

Eclodiu a guerra, e então houve uma verdadeira barbárie. Igrejas foram queimadas, destruídas. Sacerdotes foram fuzilados aos montes e os que sobreviveram precisaram esconder-se. Enfim, a Igreja viveu novamente nas catacumbas. Evidente que os responsáveis por esse massacre foram os republicanos, chamados de ‘democratas’ pelo autor; especialmente comunistas e anarquistas. Só de sacerdotes, houve 7000 assassinatos. Para se ter uma idéia da proporção desse massacre, há atualmente 18000 sacerdotes no Brasil inteiro.

E o livro em questão não menciona nada disso.

Abaixo, um vídeo: imagens dizem mais do que palavras. Só peço que pessoas mais sensíveis não assistam, pois as imagens são fortíssimas.

Holocausto anti-católico na Espanha.

(Coloco apenas o link porque a imagem do vídeo que ficaria "povoando" meu blog é simplesmente pavorosa).

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Ecochatismo

Desde os primórdios da ação humana a natureza vem sofrendo danos irreparáveis. Engana-se quem pensa que a ação destruidora do homem surgiu apenas com o advento da Revolução Industrial. Um exemplo, apenas: o leão da Mesopotâmia foi extinto ainda na época do Império Romano, e nunca mais houve notícias dessa espécie.

Vejo com bons olhos a crescente preocupação com o Meio Ambiente que surgiu ao longo das últimas quatro décadas. Notem que fenômeno semelhante, ao que me consta, só ocorreu na Idade Média, quando monges alteravam paisagens pantanosas e preocupavam-se em manter equilíbrio natural. Há ainda o salutar exemplo deixado por São Francisco, ainda famoso em nossos tempos.

O problema é que o 'ecologismo' de nossos dias difere radicalmente daquele praticado pelos monges e por São Francisco. Esses estavam radicados em uma visão do Cosmos baseada no cristianismo. O atual, na maior parte das vezes, não. Muitas vezes há a presença mascarada de uma visão panteísta do Universo. Aliás, o panteísmo não está fora de moda não, até Einstein era panteísta!

A maneira como certos grupos querem tratar os animais e a natureza, em detrimento do ser humano, denota uma distorção bizarra. Veja por exemplo o caso da expansão de áreas agrícolas e desenvolvimento tecnológico por meio de manipulações genéticas, notadamente os transgênicos. Muitos grupos são contrários a tais avanços e, por outro lado, preocupam-se com uma tal 'superpopulação' humana - que não passa de uma fraude. Nesse sentido, há uma ligação entre a 'defesa' da natureza e a promoção de meios anticoncepcionais, inclusive tratando o aborto como tal. Quer dizer, para valorizar a natureza, há um rebaixamento do ser humano como uma 'praga' para o planeta. Isso entra no contexto daquela Teoria de Gaia, desenvolvida há uns trinta anos.

Outro aspecto é o vegetarianismo radical. Proibir a morte de animais para o consumo humano é, a meu ver, um excesso terrível. Que seja uma opção pessoal, tudo bem. Que seja uma militância, aí há um exagero bizarro. O homem comer carne é tão antigo quanto andar pra frente. Aliás, o início das inovações tecnológicas, com o desenvolvimento de ferramentas, teve por finalidade inicial a caça para posterior consumo de carne. Evidente que hoje há meios para evitar um sofrimento desnecessário aos animais. E aqui está o grande ponto da questão: o erro não é matar os animais, mas fazê-los sofrer desnecessariamente. Essa é a posição assumida inclusive pelo atual Catecismo da Igreja Católica.

A distorção do ambientalismo fica ainda mais evidente na questão 'Tamar x Matar'. No Brasil, os embriões de tartaruga possuem mais amparo do que os embriões humanos. Afinal, o ser humano está 'acabando' com o planeta e as tartarugas estão quase extintas, qual o problema em matar uns embriões humanos em pesquisas né? Agora, embriões de tartarugas é crime! Este é nosso mundo...

Além disso, a degradação em larga escala é, a meu ver, fruto da dobradinha Revolução Industrial + Liberalismo. Esse último, ao dissociar as leis de mercado da lei moral (e foi o que aconteceu, pelo menos de fato) foi o fator determinante para uma exploração em larga escala não só da natureza, como do trabalho humano.

Com relação a questão da caça esportiva, a mesma não possui impacto ambiental significativo. Ao contrário da caça com finalidades comerciais. A morte em si de um animal não á algo que atente contra a moral natural, a não ser que haja crueldade. Os animais não possuem alma imortal, a característica distintiva do homem que o torna imagem e semelhança de Deus. E por isso a morte de um ser humano é sempre má, e a de um animal não.

Enfim, uma sadia visão de proteção à natureza está ligada, necessariamente, a uma visão cristã da Criação. É, sim, um dever prezar pelos recursos naturais, que são limitados, para assegurar a vida humana na Terra. Tanto que o Papa Bento XVI vem insistindo nesse tema com grande freqüência.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Prêmio Dardos


Este blog recebeu o Prêmio Dardos, por indicação do blog Miles Ecclesiae, e agradece a indicação.

O que é o Prêmio Dardos?

“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”

Há, todavia, algumas regras a serem seguidas:

1 - exibir a imagem do selo
2 - linkar o blog do qual você recebeu a indicação
3 - escolher outros 15 blogs aos quais se deve entregar o prêmio

Portanto, aí vão as indicações aos amigos:

1 - A Espectadora: Blog sobre cultura, arters, literatura, filosofia, religião. Um dos melhores que conheço.

2 - Deus lo vult! Blog de meu amigo Jorge Ferraz, sobre a Igreja Católica. Excelente e polêmico.

3 - Blog do Emanuel Jr.: Blog de um amigo advogado, que trata de temas como direito, filosofia e fé.

4 - Acarajé Conservador: Uns baianos apimentados que mandam muito bem no que escrevem.

5 - Per fas et per nefas: Blog de um amigo historiador que trata de temas variados, especialmente história eclesiástica.

6 - Borboletas ao luar: Blog com assuntos filosóficos e teológicos.

7 - Horas Extremas: Excelentes textos reflexivos.

8 - Lilases com Giz: Toda a sensibilidade e inteligência características das mulheres.

9 - Contra o Aborto: Luta das mais importantes em nossos tempos.

10 - Blog do Fernando: O mundo na visão do Fernando.

11 - Ecclesia Sancta: Blog sobre assuntos religiosos.

12 - Miscelâneas Multiformes: Assuntos - e agora fotos! - variadas. Muito agradável de se ler. Eu gosto bastante!

13 - Fazei o que Ele vos disser: A fé católica.

14 - Eles não sabem: Um jornalista desmascarando as barbaridades ditas sobre a Igreja.

15 - Ordinária mas bonitinha: Assuntos variados: virtudes, fé...





segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Salvem as alfaces!

A crise pela qual passa o mundo moderno possui alguns sintomas muito visíveis. As pessoas, especialmente os jovens, não têm mais causas para lutar. Se anos atrás a pessoa dava a vida pela fé, pela família, pela pátria, pelos amigos, hoje é difícil o jovem levantar-se do sofá para pagar as contas da família. Há uma desoladora falta de perspectiva, e o resultando são as causas mais malucas que vemos por aí.

Um exemplo clássico é o ativismo vegetariano - não o vegetarianismo em si. Se ele já foi uma opção no passado, e para alguns necessidade, hoje tornou-se uma ideologia. Matar um animal para comer é, para alguns, um crime gigantesco. E testes em animais então? Inconcebível. O que eu nunca vi foi uma alternativa razoável para substituir essa fase no desenvolvimento de medicamentos. Mas em nome da causa, tudo vale.

E por que raios gastar tanta energia para defender vacas, baleias e afins? Não que isso seja reprovável, pelo contrário. Convivo com animais há vários anos. Mas, há tantas causas urgentes que eu não compreendo esse ativismo todo. Educação, tolerância, vida humana, dar dignidade aos doentes, aos presidiários... é tanta coisa que eu fico admirado com a atenção dada às vacas e porcos. Bom, da minha picanha não abro mão.

***

O Exército brasileiro mais uma vez mostra seu valor, em Santa Catarina. Sempre admirei os militares, e todas as virtudes que lá se aprendem. E é importante mostrar a verdadeira face do Exército Brasileiro, em tempo em que algumas pessoas querem humilhar os militares por erros de alguns no passado...