quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Suicídio demográfico

Saíram alguns dados, recentemente, sobre a taxa de natalidade brasileira. A revista “Veja” só faltou contratar um trio elétrico e fazer uma festa para celebrar tal fato. Os números são, a meu ver, assustadores: a média já é menor do que dois filhos por casal. Ou seja, de modo geral os casais estão tendo um ou no máximo dois filhos. O resultado é que em trinta anos haverá mais idosos do que jovens. Uma bomba previdenciária, além do que faltará mão-de-obra, e a economia irá sentir o impacto. Enfim, nesse aspecto os efeitos serão catastróficos.

Mas o pior não é isso. Vários países da Europa já estão com taxas de natalidade iguais ou menores do que a brasileira, e inúmeros governos precisaram criar políticas de incentivo à natalidade. Afinal, é muito bom que haja dinheiro, indústrias, belas cidades em um país, mas também é importante que haja gente por lá. O mais triste, porém, é verificar o que está ocorrendo com as famílias européias, e esse é um dado pouco comentado. Isso em qualquer país com taxas de natalidade baixíssimas, mas cito o caso da Suécia.

Por lá, a maioria das famílias possui um filho, apenas. Os casais optam por não terem mais filhos por inúmeros motivos: levar adiante a carreira profissional, possibilitar melhores condições de vida ao herdeiro, ter estabilidade familiar, dentre outros. São preocupações aparentemente justas, se não estivessem inseridas em um certo contexto, que é bastante assustador. O Papa Bento XVI disse, sobre o assunto, que a Europa parece estar fechada à vida, à juventude, e, portanto, ao futuro. Seria isso medo? Egoísmo, simplesmente? Indiferença?

O fato é que em muitas famílias européias não há mais a figura de tios. Nem de primos. Como muitos casais optam por não ter mais de um filho, as festas familiares tendem a ser assim: uma criança, seus pais e seus quatro avós. Afinal,cada casal de avós também já havia optado por ter um filho, apenas. Eis o quadro das famílias: vários velhos, alguns adultos e uma criança. É ou não é se fechar ao futuro? Que perspectiva esperar de uma sociedade que, voluntariamente, parece querer rumar para seu próprio fim?

Não troco minhas festas familiares por nada. Quando se reúne minha mãe, com alguns de seus nove irmãos, mal cabe o pessoal na casa. É aquele aperto, um monte de crianças correndo para lá e para cá... e uma grande alegria. É o futuro da família ali, aos nossos olhos. Trocar essa alegria toda por uma carreira profissional, ou por um carro 0 km no fim do ano, ou por seja lá o que for vale à pena? O pior é que a Europa, como um todo, já está pagando as conseqüências por suas escolhas erradas: há lugares com forte tendência à islamização. Enfim, é tempo de as famílias refletirem com serenidade para avaliar onde realmente querem chegar. E que se perceba, finalmente, que é hora de se incentivar à vida, e não fechar de vez as portas à ela e ao futuro.

10 comentários:

Daniel Souza disse...

Oi Rodolfo!

Mais uma vez partilho contigo uma mesma visão.

Uma coisa é planejamento familiar, gerar filhos de forma consciente e responsável; outra bem diferente é preferir comprar uma casa na praia ao invés de constituir uma família.

Abraços,

Daniel

Daniel Souza disse...

Rodolfo, dê uma olhada nisso:

http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3275949-EI4788,00-Elas+dizem+nao+a+maternidade+Saiba+por+que.html

Lembrei do seu texto na hora!

Abraços,

Daniel

R. B. Canônico disse...

Que tristeza, Daniel!

Mulheres de 40 anos com mentalidade de crianças de 12 ou 13. De pré adolescentes. É de se lamentar uma coisa dessas!

Medo de deformar o corpo? Minha avó teve 10 filhos e não tem nem estrias!!!!!!!!!!!!

Agora, isso é de lascar:" "Minha rotina é muito complicada, e meu marido sempre me apoiou nessa decisão. Aproveitamos muito a vida a dois. Hoje, estou solteira novamente e vejo de forma ainda mais clara que uma criança só teria atrapalhado meu crescimento pessoal. Não teria, por exemplo, a liberdade para sair com os amigos e voltar para casa na hora em que achar melhor ou então, se for o caso, nem voltar", comenta bem-humorada."

Bem-humorada agora, pq quando ela ficar velha vai ser uma pessoa solitária, e aí e essa vida de egoismo não vai ter tanta graça quanto ela acha que tem... morrer abandonado em um asilo por nao ter vinculos com ninguem é algo terrivel...

Abraços

R. B. Canônico disse...

O link: http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3275949-EI4788,00-Elas+dizem+nao+a+maternidade+Saiba+por+que.html

R. B. Canônico disse...

dizem+nao+a+maternidade+Saiba+por+que
.html

Isso é a parte final do link ¬¬

Francisco José disse...

O século XX foi o século das Mentiras. Ele ainda não terminou, apesar de estarmos em 2008. O contexto histórico é o mesmo. Assim como o século XIX praticamente acabou quando começou a I Guerra.
Nasci na segunda metade do século passado, mais precisamente em 1952. Neste meio século de existencia, parafraseando Gonçalves Dias: "Mentiras eu vi..."
No minha remota adolescencia, o grande problema era a expansão demográfica. Com estatisticas manipuladas, dizia-se que dentro de "x" anos não haveria mais alimentos. Tudo isso para justificar o aborto e os formas de contracepção.
Nunca confiei em estatisticas. Sou como Churchill, só acredito nas estatisticas que eu mesmo manipulo.
Existem, alias, tres maneiras de mentir: - Por ignorancia, - por má fé, - por estatisticas.
De repente esqueceram o problema da expansão demográfica e o problema se inverteu. Daqui vai se inverter o problema do aquecimento global e todo mundo so vai falar do esfriamento global.

Moisés disse...

O curioso na reportagem da Veja é que eles apontaram os problemas que decorrerão dessa queda brusca de natalidade, mas propuseram como solução para eles, mais uma reforma da previdência! Ou seja: ataca-se o sintoma do problema e não a causa.

Concordo com você totalmente com relação ás grandes famílias. Tenho 13 tios do lado da minha mãe e 6 do lado do meu pai. Um batalhão interminável de primos... Irmãos são só dois e axho que teria sido muito ruim se fosse filho único. Viva as famílias grandes!

brunovivas disse...

Rodolfo,

Já ouvi dizer que, em pouco tempo, a Europa vai se tornar mulçumana, não por força da religião, mas porque os islâmicos tem mais filhos do que os europeus, ao passo que os supostos cristãos não tem nem dois filhos direito...

E a mesma coisa se houve na Academia: ninguém pensa em ter mais de dois filhos, quanto mais tê-los antes dos 30 e pouco... "Estragar minha juventude?", "O mundo já está superlotado" e outras baboseiras afins...

Mas também já ouvi muita coisa animadora: já pensou em ouvir de um garoto de 14 anos que ele quer ter um time inteiro de futebol? Chega a ser emocionante!

E, no meu caso em particular, daria muita coisa pra ter tido mais 2 ou 3 irmãos, eu que só tenho uma irmã mais nova. Penso que não tem nem comparação uma família grande: transparece alegria, generosidade e espírito de serviço numa casa assim!

Grande abraço!

Anne Caroline disse...

Se depender de mim e do meu futuro marido teremos pelo menos uns 10 brasileirinho a mais...rsss.
Realmente isso que eta acontecendo é muito sério. Quando fui a JMJ da Alemanha em 2005 não vi crianças na Europa, só idosos. As únicas crianças que vi eram justamente filhos de mulçumanos!
As pessoas não querem mesmo se abrir a vida, mas só conseguem enxergar eu próprio umbigo.
Há alguns domingos atrás passou uma reportagem semelhante no Fantástico, mostrando que o "problema" da queda de natalidade não era só porque as mulheres não queriam ficar feias, ou porque os pais temiam perder a juventude, mas também porque "precisavam" ter uma carreira brilhante antes, ou "precisam" dar do bom e do melhor aos filhos e os tendo em pouca quantidade facilita muito. O pior argumento foi o de alguns casais que "dizem" quere ter filhos, mas não tem TEMPO para fazer sexo!!!! Como é que você não tem TEMPO para fazer sexo com seu/sua marido/esposa??? De certo dormem em casas separadas.
Abraços

Anne Caroline disse...

Se depender de mim e do meu futuro marido teremos pelo menos uns 10 brasileirinho a mais...rsss.
Realmente isso que eta acontecendo é muito sério. Quando fui a JMJ da Alemanha em 2005 não vi crianças na Europa, só idosos. As únicas crianças que vi eram justamente filhos de mulçumanos!
As pessoas não querem mesmo se abrir a vida, mas só conseguem enxergar eu próprio umbigo.
Há alguns domingos atrás passou uma reportagem semelhante no Fantástico, mostrando que o "problema" da queda de natalidade não era só porque as mulheres não queriam ficar feias, ou porque os pais temiam perder a juventude, mas também porque "precisavam" ter uma carreira brilhante antes, ou "precisam" dar do bom e do melhor aos filhos e os tendo em pouca quantidade facilita muito. O pior argumento foi o de alguns casais que "dizem" quere ter filhos, mas não tem TEMPO para fazer sexo!!!! Como é que você não tem TEMPO para fazer sexo com seu/sua marido/esposa??? De certo dormem em casas separadas.
Abraços