segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mudança de ares

É fato que este blog está recebendo pouquíssima atenção.

Mas eu me mudar e nem avisar, aí já é demais.

Bem, estou em Porto Alegre e em breve comento algo sobre a cidade. Mas a impressão inicial é muito boa, eu gosto daqui.

Espero organizar minha vida e conseguir escrever algo que não seja linhas de código no Matlab!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E o buraco na camada de ozônio?

Em minha infância e pré-adolescência um bom programa para sentir medo era assistir ao Fantástico. Naquela época era frequente, com certa regularidade, haver alguma reportagem anunciando o iminente apocalipse. Não que hoje seja diferente. Claro, mudaram os vilões, mas a história é a mesma. Desastres climáticos que mudarão drasticamente a rotina humana no planeta, ameaçando inclusive nossa existência...

O que há de aterrorizante nesse sensacionalismo ecochato? Bem, quando se tem 12 anos somos muito mais suscetíveis a grandes medos. Por exemplo, o filme "Pânico" era então a grande moda entre os adolescentes. Confesso que, então, o filme tinha uma face assustadora mesmo. Hoje parece no máximo uma piada de mal gosto (aliás, vi um trailer no cinema esses dias sobre mais uma sequência dessa série...). As ditas catástrofes climáticas tomaram o mesmo curso em minha vida. Afinal, parece paradoxal falar em aquecimento global sabendo que está nevando até no Texas...

Pois bem, o que me causava enorme pânico no fim dos anos 90 não era o filme "Pânico", mas o buraco na camada de ozônio. Lembram dele? Os malvados seres humanos estávamos lançando na atmosfera uma quantidade excessiva do gás CFC e por isso havia surgido uma perigoso buraco na camada de ozônio sobre a Antártida. Assim a vida na Terra estaria ameaçada pela exposição à nocivas radiações solares, então livres para nos atingir devido à ausência de ozônio. O Fantástico dizia que logo o buraco alcançaria o Brasil e, para desespero das mulheres, não poderíamos expor-nos ao sol por longos períodos. Bom, ou poderíamos, mas desenvolveríamos um câncer de pele. Ou seja, adeus bronzeamento no verão, meninas!

Pois é, cadê esse buraco? Eu cresci e estou com saudade dele. O que aconteceu? O problema, na verdade, nunca foi significativo? Ou simplesmente foi extinto o CFC da face da Terra e, assim, adeus buraco na camada de ozônio?

Agora que já não sou mais pré-adolescente (não sou ¬¬), o Fantástico continua assustador para nossos jovens. Não, não estou falando do Dráuzio Varella. A história macabra persiste, com o mesmo enredo. Só mudaram os personagens. O vilão, é claro, continua a ser o homem. A causa do problema é a emissão de um gás, não mais o CFC, mas o dióxido de carbono. E a consequência não é mais um buraco, mas o aquecimento global. E assim a vida humana na Terra, pelo menos como a conhecemos, estaria ameaçada. Ao invés de câncer na pele, vemos geleiras derretendo. Logo os veranistas argentinos abandonarão as praias catarinenses e curtirão férias na Antártida.

O enredo da história é o mesmo, só mudaram os personagens. A mesma praça, o mesmo banco...

sábado, 20 de novembro de 2010

Saudade

Estava com saudade de escrever por aqui. E acho que continuarei, por um bom tempo. Vim apenas tirar um pouco da poeira acumulada... a faxina geral ainda demorará alguns dias...

Mal comentei sobre as eleições por aqui.

Enfim, muito trabalho, muito estudo, muitas dúvidas.

Uma encruzilhada.

É bom, nessas horas, ter fé. Assim posso voar um pouco mais alto e ver que a encruzilhada em que estou, lá do alto, nada mais é do que uma pequena cruz, distante, irrelevante dentro do contexto. Apenas uma parte do meu caminho que passará.

Até chegar a próxima encruzilhada...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Salvaremos o mundo?

É frequente, aqui na universidade, ser abordado por membros de algum projeto de voluntariado. Alguns chegam com slogans do tipo "vamos melhorar o mundo". Tenho a impressão que isso é de uma pretensão exagerada.

Eu, isoladamente, não posso melhorar nada. A não ser que, em primeiro lugar, melhore a mim mesmo. Falo de virtudes. É muito estranho pensar que uma pessoa que mal consiga levantar da cama pela manhã vá melhorar o mundo. Ou que alguém que não tenha coragem de dizer um "não", quando exigido, salve as crianças da África da fome. O que falar do mentiroso de conveniência? Não dá! Uma pessoa que torna a vida dos demais mais complicada dificilmente poderá ajudar a outros. Ele é que precisa de ajuda!

Quando indagado sobre qual o problema do mundo, Chesterton escreveu simplesmente: "Eu". É bem por aí.

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Não que essas iniciativas sejam inócuas, pelo contrário. Estimulam a generosidade das pessoas e no fim muitos dizem que foram mais ajudados do que ajudaram. Mas as pretensões precisam ser menores, algo do tipo: vamos melhorar um pouquinho a vida de alguns e, assim, melhorar muito a própria vida. É uma visão mais honesta.

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Preciso aprender a cozinhar além do básico. Vou me aventurar pelo fantástico mundo das sobremesas. Alea jacta est!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fifa proíbe manifestações religiosas durante a Copa

Sim, é isso mesmo que está no título.

Não, a Fifa não é a federação cubana de futebol.

Isso é o politicamente correto levado às últimas consequências. Por um suposto pudor de não ofender a religião alheia, proíbe-se qualquer manifestação religiosa.

Qual o problema de um jogador, caso campeão, exibir uma camiseta do tipo "I belong to Jesus"? Qual ofensa tal item apresenta a um muçulmano, por exemplo? Isso só incomoda aos ateus radicais. Qual tipo de problema tais manifestações causaram, até hoje, em estádios de futebol? Desconheço um exemplo sequer.

Toda religião possui uma dimensão social, o que implica em manifestação pública da fé. E isso não é ofensa a ninguém.

Ofensa é querer impor uma proibição absurda.

Por fim, para mim é muita frescura sentir-se ofendido por uma camiseta escrito "I belong to Jesus". O politicamente correto é isso: é imposição da frescura à toda sociedade.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

E o divórcio?

Esses recentes escândalos de pedofilia envolvendo o clero trouxeram consigo alguns aspectos positivos, por mais contraditório que isso possa parecer. Cito, por exemplo, a atuação enérgica e ao mesmo tempo tenra do Papa, que se mostra verdadeiramente um 'pai' para a Cristandade. Qualquer pessoa com honestidade intelectual percebe o verdadeiro sofrimento do Pontífice, aliado a um real empenho em resolver a situação onde quer que ela tenha aparecido.

Triste é ver certos 'intelequituais' postulando o fim do celibato, associando-o como eventual causa da pedofilia.

São os mesmos que não possuem coragem suficiente para serem coerentes e defender, junto com o fim do celibato, o fim do divórcio. Sim, pois é sabido que boa parte dos abusos de menores ocorre em casa, no seio familiar, e muitas vezes são perpetrados por padrastos. Note-se ainda que se trata de um número maior daquele de abusos de clérigos.

Há um compromisso com a verdade ou contra a Igreja?

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Amigos, este blog ficou às traças, mas pretendo tirar a poeira daqui e seguir adiante. Mesmo nestes meses de ostracismo recebi comentários, e agradeço a atenção de todos. Espero conseguir uma frequência de postagens razoável.

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O duro de ser muito jovem e sair escrevendo por aí é que, conforme passa o tempo, você potencialmente tem mais o que dizer, mas descobre que vale a pena falar menos. Com certeza há coisas que escrevi e publiquei aqui das quais me arrependo. Não no conteúdo, talvez, mas na forma com certeza.

Adiante!

terça-feira, 23 de março de 2010

É proibido sofrer

A ditadura do prazer que atualmente impera tem como corolário uma ditadura da felicidade. As pessoas parecem esquecer de que o oposto de felicidade é a tristeza, e não o sofrimento. Contudo, como felicidade está vinculada ao prazer, e como o sofrimento não traz prazer - acho que não escrevo para masoquistas, correto? - então o sofrimento torna-se uma barreira importante para a felicidade.

Nada mais falso do que isso. O sofrimento faz parte da condição humana, não há como fugir disso. E, penso eu, um dos motivos pelos quais as pessoas estão cada vez mais frustradas é justamente na dificuldade da resolução do dilema sofrimento x felicidade. E o hedonismo fracassa nessa questão. Se o sofrimento afasta a felicidade e eu sofro, bem, então sou um pobre infeliz. Errado.

É mais ou menos frequente encontrar pessoas muito felizes em seu leito de morte, permeadas de grande sofrimento. Como isso é possível? Acho que seria muita pretensão querer dar uma resposta precisa a essa questão. Pensando desde um ponto de vista meramente humano, comparativo, investigativo, fica claro, ao menos para mim, que a melhor resposta foi dada por Cristo. O cristianismo não quer abolir o sofrimento, como faz o hedonismo, mas torna-o caminho de redenção e, assim, traz uma felicidade profundamente enraizada na dor. Esse poderia ser mais um dos paradoxos do cristianismo apontados por Chesterton.

Por outro lado, em uma sociedade cada vez mais pagã, cria-se um ambiente de felicidade extremamente imaturo, baseado em momentos de farra e similares. Enfim, lembra muito uma famosa musica do início dos anos 90: