No documentário que eu postei ali embaixo, "Criança, a alma do negócio", um dos momentos que mais chamou a atenção foi a idéia do psicólogo da USP de que o telefone celular, que deveria aproximar as pessoas, as distancia. Essa idéia é interessante, e penso que pode ser expandida para muitos aspectos da revolução das comunicações que vivemos, especialmente com o advento da internet nas últimas décadas.
É fato que, com a internet, posso conhecer pessoas do mundo todo. E conheço mesmo. Alguns de meus melhores amigos eu conheci, primeiramente, pela internet. As possibilidades são fantásticas. Tenho contato fácil com meu primo que mora na Itália; conheço inúmeras pessoas com os mesmos interesses que eu. Aliás, não fosse a internet, não teria com quem conversar sobre Rock Progressivo. É um novo mundo, que merece ser desbravado. Há até quem tenha encontrado a esposa pela internet. Eu não considero isso ruim, muito pelo contrário.
Ocorre que um relacionamento humano 'virtual' é, bem, digamos, 'virtual'. Muitos aspectos da vida não são abarcados na internet. Quando eu vejo um amigo, e ele está triste, imediatamente percebo. A expressão da pessoa demonstra isso, claramente. Mas, para perceber isso, é preciso um conhecimento profundo do outro, e a internet não o permite nesse grau. As expressões, o modo como a pessoa reage, sua gesticulação, tudo isso diz muito sobre nós. E isso só pode ser alcançado através de um relacionamento constante, profundo e sincero. O contato humano é algo maravilhoso e insubstituível. Pergunte para sua mãe ou namorada(o) se ela trocaria um abraço por uma simples imagem de webcam. A resposta é óbvia.
Isso não exclui o valor de sites de relacionamentos ou mensageiros instantâneos. Mas é preciso ficar claro que eles jamais substituirão a convivência das pessoas.